O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, participa neste sábado (15), no Rio de Janeiro, do ato de lançamento das candidaturas do partido no estado. A atividade acontece quatro dias depois da ação da Polícia Filial contra Pimenta e dirigentes do PCO, em meio às denúncias do partido de perseguição política durante o período eleitoral.
Na sexta-feira (14), em entrevista à TV 247, Pimenta afirmou que estava viajando para o Rio de Janeiro para participar do ato.
O PCO terá Luan Monteiro como candidato ao governo do Rio e Caetano Albuquerque como vice. Para o Senado, o partido lançou Luiz Eugenio, metalúrgico de Volta Redonda, tendo Antônio de Paula e Guilherme dos Santos como suplentes. Concorrem a deputado federal Jamaica, Edileuza Ramos, Eduardo Lopes, Henrique Simonard, Renato Bulhões e Valéria Barbalho. Para a Assembleia Legislativa, os candidatos são Paulo Cesar, Pedro Diniz e Solange Pereira.
Na disputa presidencial, Pimenta tem Antônio Carlos, vice-presidente do partido, como vice. Ao todo, o PCO aprovou 156 candidaturas em 18 estados e no Distrito Federal e concorrerá sem coligações ou federações. São 19 candidatos do partido aos governos estaduais.
O ato no Rio faz parte das atividades públicas realizadas pelo PCO após as convenções partidárias. No evento de São Paulo, realizado no sábado anterior (8), a direção nacional já havia anunciado a atividade fluminense com a presença de Pimenta. Luiz Eugenio esteve presente em São Paulo acompanhado por uma delegação de trabalhadores de Volta Redonda.
Contra a frente ampla no Rio
Durante o ato paulista, Luan Monteiro apresentou um dos principais eixos de sua campanha: a denúncia das alianças do PT com a direita no estado. O candidato criticou o apoio petista a Eduardo Paes e defendeu uma candidatura independente em relação aos partidos que participaram do golpe de 2016.
Monteiro apontou o Rio como um dos exemplos mais agudos da política de conciliação adotada pela direção petista. Em vez de apresentar aos trabalhadores uma alternativa própria, o PT decidiu apoiar um representante da direita fluminense.
“Os trabalhadores devem apresentar seu próprio programa político e não têm que se rebaixar a fazer qualquer tipo de aliança para poder disputar um cargo”, afirmou. Monteiro destacou ainda que, para o PCO, “o trabalho político não é só a eleição, a eleição tem que ser um meio de mobilizar os trabalhadores, não é o fim em si mesmo”.
Entre as principais bandeiras apresentadas pelo partido estão o aumento geral dos salários, emprego para todos, a luta pela terra, a estatização do sistema financeiro e a defesa das empresas estatais. No plano internacional, o PCO apresenta uma campanha de enfrentamento ao imperialismo e de apoio aos povos que lutam contra a dominação imperialista.
Ato após ação da PF
O evento acontece quatro dias depois da ação criminosa da Polícia Filial contra Rui Costa Pimenta e outros integrantes do PCO. Na terça-feira (11), agentes foram à residência do dirigente, no bairro do Jabaquara, em São Paulo, como parte de uma investigação sobre gastos partidários. Foram apreendidos o celular e o passaporte de Pimenta.
O PCO denunciou o episódio como perseguição política e chamou a atenção para o momento escolhido pela PF: a ação ocorreu apenas três dias depois do ato nacional de lançamento da candidatura presidencial, realizado no sábado (8), e poucos dias antes do início oficial da campanha eleitoral.
Na entrevista à TV 247, Pimenta questionou o aparato empregado pela polícia. Segundo ele, não havia dificuldade alguma para encontrá-lo ou intimá-lo a prestar depoimento, uma vez que seu endereço é conhecido e ele já compareceu anteriormente à Polícia Filial em outros inquéritos.
A ação não paralisou as atividades eleitorais do partido. Militantes e dirigentes passaram a usar a palavra de ordem “não vão nos calar” como resposta à ofensiva.
A frase havia sido utilizada poucos dias antes, no ato de São Paulo. Na ocasião, Antônio Carlos afirmou:
“Querem nos calar, mas eles não vão nos calar. Nem a ditadura nos calou e eles não vão conseguir nos calar de maneira nenhuma.”
Após a ação da PF, o partido reforçou o chamado à mobilização e à participação na campanha. O ato deste sábado no Rio será o primeiro lançamento estadual com a presença de Rui Costa Pimenta desde a operação policial.
A programação será realizada na Rua da Lapa, nº 86. Às 13 horas, Pimenta apresentará presencialmente a Análise Política da Semana. Às 16 horas, terá início o ato de lançamento das candidaturas do Partido.





