Nesta segunda-feira (25), morreu Yoshihiro Nishimura, aos 59 anos, após complicações de um problema no fígado. O artista japonês estava internado havia cerca de duas semanas. Ele ficou conhecido como diretor, modelista e criador de efeitos especiais em filmes de terror, ação e fantasia.
Nishimura teve uma carreira ligada ao terror japonês de baixo orçamento dos anos 2000. Seu trabalho combinava efeitos práticos, próteses, maquiagem pesada, criaturas deformadas, sangue cenográfico e humor grotesco. Ele trabalhou em produções independentes e também em filmes de grande circulação, como Tokyo Gore Police, Shin Godzilla e Attack on Titan.
Como diretor, seu nome ficou associado principalmente a Tokyo Gore Police, lançado em 2008. O filme se tornou uma das produções mais conhecidas do terror corporal japonês daquele período, com mutações, armas orgânicas e cenas de violência extrema.
A história se passa em um Japão futuro, onde a polícia foi privatizada e combate criminosos mutantes chamados Engineers. Esses seres transformam ferimentos em armas bizarras e orgânicas.
A protagonista é Ruka, uma policial especializada em caçar Engineers. Ela trabalha para a Tokyo Police Corporation e tenta descobrir as circunstâncias do assassinato de seu pai, morto quando ela era criança. Ao longo do filme, Ruka descobre que a origem dos Engineers e a morte de seu pai estão ligadas a uma conspiração dentro da própria polícia.
Além da direção, Nishimura também era reconhecido como modelista e artista de efeitos especiais. Seu trabalho aparece em Shin Godzilla, de 2016, e na adaptação com atores de Attack on Titan, de 2015. Nessas produções, atuou na criação física de corpos, monstros, ferimentos, texturas e outros elementos usados em cena.
Attack on Titan é uma história de sobrevivência e guerra em que a humanidade enfrenta criaturas gigantes chamadas Titãs. A obra começa como uma história de combate a monstros e depois incorpora disputas políticas, propaganda, vingança e ameaça de extermínio entre povos. Na adaptação com atores, Nishimura contribuiu para a construção das criaturas, dos corpos transformados e das cenas de violência fantástica.
A carreira de Nishimura também inclui Welcome to Japan, de 2019. O artista não atuou apenas como técnico de bastidores. Seu nome ficou ligado a uma forma de produção baseada em oficinas, moldes, próteses, sangue falso e soluções físicas, sem depender exclusivamente de imagens digitais.


