A poetisa e jornalista são-tomense Conceição Lima morreu em São Tomé, na sexta-feira (15), aos 64 anos, após sentir uma indisposição logo pela manhã e ser encaminhada ao Hospital Central Dr. Ayres de Menezes, onde faleceu por volta das sete horas locais. A informação foi confirmada por fontes da família à agência Lusa. A escritora nasceu em 8 de dezembro de 1961 em Santana, na ilha de São Tomé. Ela era o nome mais traduzido da literatura são-tomense, com livros e poemas vertidos para o alemão, o árabe, o espanhol, o checo, o francês, o galego, o italiano, o inglês, o shona, o servo-croata e o turco.
A acadêmica Inocência Mata, em declaração ao jornal Público, classificou o falecimento como “uma perda imensa para a literatura são-tomense, para as literaturas africanas em português e para o pensamento crítico contemporâneo”. Conceição Lima, cujo nome completo é Maria da Conceição de Deus Lima, dedicou-se ao jornalismo e à poesia ao longo de décadas. Ela estudou jornalismo em Portugal e trabalhou na rádio, na televisão e na imprensa escrita em São Tomé e Príncipe. Em 1993, fundou o semanário independente O País Hoje e exerceu a função de diretora até a extinção do veículo.
Foi membro-fundadora da União Nacional dos Escritores e Artistas São-tomenses. Em 2021, foi nomeada coordenadora nacional para São Tomé e Príncipe do Movimento Poético Mundial.
Entre as obras publicadas destacam-se O Útero da Casa, lançado em 2004 pela Editorial Caminho de Lisboa, A Dolorosa Raiz do Micondó, com primeira edição em 2006 e segunda em 2008 pela mesma editora, e O País de Akendenguê, editado em 2011.



