Um vazamento de gás obrigou moradores de cerca de 30 casas a deixarem suas residências na manhã de terça-feira (14), na avenida Flora, no bairro Jaguaribe, em Osasco, na Grande São Paulo. A retirada foi realizada de forma preventiva enquanto equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da companhia responsável pela distribuição de gás atuavam no local.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 10h53m e enviou três viaturas para a altura do número 675 da avenida. Os agentes começaram a retirar os moradores das casas próximas à tubulação atingida e isolaram a área para impedir a circulação de pedestres e veículos.
A Prefeitura de Osasco informou que a Defesa Civil acompanhou a evacuação. Segundo o órgão, não houve necessidade de interditar os imóveis, pois a retirada ocorreu somente durante o período de risco. Os moradores foram orientados a permanecer fora das casas até a confirmação de que o vazamento havia sido controlado.
A avenida Flora foi fechada para o trânsito. Agentes do Departamento de Trânsito de Osasco permaneceram no local orientando os motoristas e desviando os veículos. A interdição afetou a circulação no bairro durante o atendimento da ocorrência e o início do trabalho de reparo.
A Comgás declarou ter recebido o chamado às 10h57m, quatro minutos depois do acionamento dos Bombeiros. Uma equipe chegou à avenida às 11h14m e interrompeu o vazamento. A empresa informou que o dano ocorreu na rede de gás encanado durante uma obra executada por terceiros na altura do número 742.
Depois que a saída de gás foi eliminada, as equipes começaram a preparar o reparo da tubulação. Até a última atualização divulgada pelas autoridades, a avenida continuava bloqueada. A manutenção exigia a preservação da área isolada mesmo depois de afastado o risco imediato de novo escape.
A ocorrência mobilizou diferentes órgãos porque o gás encanado pode se acumular em ambientes fechados e provocar intoxicação, incêndio ou explosão. Por esse motivo, a retirada dos moradores foi realizada antes mesmo da conclusão da vistoria técnica. A medida também permitiu que os trabalhadores verificassem as casas mais próximas sem colocar as famílias em perigo.
A Sabesp informou que não executava nenhuma obra no trecho. Segundo a companhia, o serviço que atingiu a tubulação era feito por uma empresa contratada por um condomínio da região. A declaração afastou a responsabilidade da empresa estadual de saneamento e indicou que a intervenção era de caráter privado.
Não houve registro de mortos ou feridos. Os Bombeiros também não informaram a ocorrência de incêndio. O principal dano foi causado à rede subterrânea, e a maior consequência imediata foi a necessidade de esvaziar as residências e fechar a avenida.
O episódio expõe os riscos de obras realizadas em áreas com redes de gás, água, esgoto, eletricidade e telecomunicações instaladas sob as ruas. Antes de escavações, as empresas responsáveis precisam localizar as tubulações e adotar procedimentos que evitem perfurações ou rompimentos. No caso da avenida Flora, o serviço atingiu diretamente a rede de gás e obrigou uma operação emergencial.
Os moradores deixaram as casas levando apenas objetos de uso imediato e aguardaram a liberação da área. Como não foi determinada a interdição dos imóveis, a expectativa era de retorno depois da conclusão da avaliação da Defesa Civil e da confirmação de segurança pela Comgás.
A Prefeitura de Osasco não informou por quanto tempo a avenida permaneceria fechada nem se a empresa responsável pela obra seria autuada. Também não foram divulgados detalhes sobre o condomínio que contratou o serviço ou sobre a natureza da intervenção que provocou o rompimento.
A retirada preventiva de aproximadamente 30 famílias e o bloqueio de uma das vias do Jaguaribe foram encerrados gradualmente após o controle do vazamento. O reparo da tubulação e a apuração da responsabilidade pela obra ficaram sob responsabilidade das empresas e dos órgãos municipais envolvidos na ocorrência.


