"Israel"

Ministro sionista Ben-Gvir provoca repúdio internacional

Em clara violação do direito internacional "Isarael" interceptam frota humanitária em águas internacionais. Ministro humilha presos em canais oficiais.

Em uma operação flagrante de pirataria de Estado e violação do direito internacional, as forças de repressão de “Israel” interceptaram militarmente a Flotilha Global Sumud. A abordagem ocorreu em águas internacionais, próximas à costa de Chipre. Mais de 430 ativistas, que navegavam em uma frota de 50 embarcações a partir da Turquia para furar o criminoso bloqueio à Faixa de Gaza, foram sequestrados pelas tropas “israelenses”.

Em resposta à prisão ilegal e aos ataques com balas de borracha durante a abordagem, pelo menos 87 dos ativistas sequestrados declararam greve de fome imediata. O protesto denuncia o sequestro e presta solidariedade ativa aos mais de 9.500 prisioneiros palestinos que sofrem torturas sistemáticas nas masmorras “israelenses”, assim como aos civis — mulheres e crianças, em sua maioria —, que seguem sendo executados pelos sionistas que insistem em descumprir o cessar-fogo.

A situação gerou uma crise diplomática sem precedentes após o ministro da Segurança Nacional de Israel, o notório fascista Itamar Ben-Gvir, publicar em suas redes sociais um vídeo torturando psicologicamente os prisioneiros. Nas imagens divulgadas pelo próprio governo sionista, ativistas aparecem ajoelhados, com os olhos vendados e as mãos amarradas, enquanto Ben-Gvir zomba da situação e declara: “Bem-vindos a ‘Israel’, somos os donos da casa”.

As denúncias e o repúdio internacional

O escárnio público obrigou até mesmo os países imperialistas — tradicionais cúmplices e financiadores do genocídio palestino — a se manifestarem contra a barbárie sionista. Diversas nações convocaram os embaixadores israelenses para exigir explicações formais. O repúdio tomou conta da diplomacia global, com declarações contundentes de chefes de Estado e ministros:

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou as imagens do vídeo de Ben-Gvir como “inaceitáveis”, afirmando que o tratamento “viola a dignidade humana”.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha descreveu a conduta israelense como um “tratamento monstruoso”. A representante da Irlanda declarou estar “chocada” com a exibição de humilhação.

Representantes britânicos afirmaram estar “verdadeiramente horrorizados”, enquanto o embaixador alemão descreveu a situação como “totalmente inaceitável”.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, denunciou publicamente a operação, questionando a farsa jurídica do sequestro: “Qual é a base legal? É água territorial israelense? […] Podem eles apreender e deter embarcações de terceiros países?”.

Até mesmo os americanos tiveram que se pronunciar: o embaixador norte-americano Mike Huckabee interveio criticando a atitude de Ben-Gvir, afirmando que o ministro “traiu a dignidade de sua nação”.

A hipocrisia imperialista

A comoção da Europa e dos EUA, no entanto, é uma farsa monumental. O imperialismo não se incomoda com o extermínio do povo palestino; pelo contrário, é o verdadeiro responsável pelo genocídio. O incômodo reside no fato de que o exibicionismo sanguinário da extrema-direita israelense escancara a operação de limpeza étnica para o mundo inteiro, tornando o apoio político a “Israel” uma tarefa insustentável. Ben-Gvir age, na prática, como o maior denunciante da barbárie de seu próprio Estado.

Com o regime desmoralizado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisou vir a público repreender o próprio ministro. Alegando cinicamente que as ações não representavam “os valores de Israel”, Netanyahu ordenou a deportação acelerada dos ativistas sequestrados para tentar conter a fúria das chancelarias ocidentais.

Eleições antecipadas e o fracasso no front

O sequestro da flotilha e a crise diplomática ocorrem em meio ao derretimento total do regime político “israelense”. O parlamento de “Israel” (Knesset) acaba de aprovar por unanimidade (110 votos a zero) a leitura preliminar de um projeto de lei que determina sua própria dissolução, o que levará a eleições antecipadas.

A desagregação interna é um reflexo direto do fracasso militar nas frentes de batalha. No sul do Líbano, o exército sionista contabiliza derrotas humilhantes. O Hesbolá paralisou 80% das operações “israelenses” na região e abateu oficiais de alta patente do exército invasor em combates terrestres diretos, a exemplo da recente morte do major Itamar Sapir.

O Eixo da Resistência avança

Enquanto a entidade sionista tenta sobreviver a mais uma crise, o Irã ignora as chantagens de Washington e consolida seu controle sobre o Estreito de Ormuz, onde o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) gerencia soberanamente o tráfego naval. As autoridades iranianas deixaram claro que qualquer nova agressão patrocinada pelo imperialismo resultará em “golpes esmagadores em lugares que o inimigo nem imagina”.

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