Carla Dórea Bartz

Jornalista e pesquisadora, é doutora em Estudos Culturais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde defendeu a tese “Ninfomaníaca, de Lars von Trier: narrar em tempos perversos”. Desde 2021, escreve uma coluna semanal no Diário da Causa Operária.

Coluna

Michel Foucault no Brasil e a crítica literária da CIA

Nos últimos 60 anos, assistimos a submissão das Ciências Humanas ao estruturalismo europeu, especialmente a figuras como Michel Foucault.

O ano de 2026 marca o centenário de nascimento do filósofo francês Michel Foucault. No Brasil, uma simples busca no google mostra dezenas de homenagens na forma de encontros, congressos e publicações sobre sua obra que acontecem em universidades públicas e privadas de norte a sul. Há ampla adesão ao seu pensamento na academia brasileira que reflete, infelizmente, a decadência do pensamento crítico e o seu consequente impacto na crise infinita da esquerda nacional. 

Como este filósofo, declaradamente contrário ao materialismo histórico-dialético se tornou uma autoridade quase incontestável nas Ciências Humanas brasileiras? E por que as críticas produzidas contra ele no próprio Brasil foram negligenciadas?

Penso na minha própria trajetória acadêmica como reflexo desse problema. Cursei duas graduações: Jornalismo na PUC/SP e Letras na FFLCH/USP. Nas duas, a mesma receita: quatro anos de disciplinas que resultam em uma formação fragmentada, que não incluiu, em nenhum momento, a historicização do conhecimento.  

Durante minha formação, fui muitas vezes apresentada a textos de Foucault nesse contexto. Junto com ele, vários outros autores e escolas de pensamento. Nesse cenário, a gente acredita e vai. Tem as provas, os trabalhos, os seminários e um mundo de cobrança. Nada nos prepara para refutar e refletir sobre a forma e o conteúdo do próprio aprendizado.

Durante esse período de graduação, nunca li, por exemplo, Carlos Nelson Coutinho, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos principais pensadores marxistas brasileiros, já falecido. Em 1972, ele publicou um livro fundamental: O estruturalismo e a miséria da razão, uma obra lúcida sobre o pensamento propositalmente abstruso (adoro essa palavra) e antirrevolucionário de Michel Foucault e de seus demais colegas estruturalistas, como Lévi-Strauss, Roland Barthes e outro queridinho das citações acadêmicas, o “marxista estruturalista” Louis Althusser.

Há uma década, fui apresentada a uma crítica ao estruturalismo, ainda sem a historicidade necessária, quando comecei a ler Fredric Jameson e autores da New Left inglesa para meu doutorado. Novamente, uma referência inicial estrangeira. Muitas vezes abstrusa também. Marx e Engels sempre citados por mediações, como sombras.

O fato é que, em 1972, quase uma década antes de O inconsciente político de Jameson, Carlos Nelson já havia publicado no Brasil seu livro, que contém um capítulo excepcional sobre o anti-humanismo de Foucault e uma leitura de As palavras e as coisas rigorosa, baseada em uma análise materialista histórica-dialética, que resulta em uma consistente e científica crítica à catástrofe anti-iluminista do pensador francês.

A lucidez produzida no nosso próprio país não foi suficiente para impedir a submissão e a capitulação que começou naqueles anos. Até hoje, meio século depois, o materialismo histórico-dialético continua à margem nas Ciências Humanas brasileiras, restrito a alguns cursos, disciplinas e programas de pós-graduação. O idealismo de Foucault encontrou terreno fértil na universidade e contribuiu para substituir o pensamento materialista e o debate racional pela abstração e pela idealização dos discursos. Um dos resultados verificáveis na atualidade é a vigilância e a punição a qualquer crítica, um programa de direita. A epidemia de linchamentos, cancelamentos, censura e destruição de reputações nos campi universitários mostram onde pode chegar a simplificação do conhecimento. 

Foucault: cinco visitas ao Brasil durante a ditadura

Foucault esteve oficialmente no Brasil cinco vezes: em 1965, 1973, 1974, 1975 e 1976. Todas as viagens ocorreram durante a ditadura militar. Sua entrada no país coincidiu com a repressão ao pensamento acadêmico, com o exílio de professores e com a reorganização autoritária das universidades.

Na primeira viagem, em outubro de 1965, Foucault foi recebido na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, ainda instalada na rua Maria Antônia. Convidado por Gérard Lebrun, apresentou aos professores e alunos capítulos do livro que publicaria no ano seguinte, As palavras e as coisas. Entre os interlocutores estavam José Arthur Giannotti, Ruy Fausto e Roberto Schwarz. A visita ocorreu no mês em que o governo Castelo Branco decretou o Ato Institucional nº 2, extinguiu os partidos existentes, ampliou os poderes do Executivo e consolidou a eleição indireta para a Presidência.

O ambiente era marcado pela influência das missões francesas na formação da USP. A frase atribuída a Foucault, segundo a qual o Departamento de Filosofia seria um “departamento francês de ultramar” (Paulo Arantes e Heliana Rodrigues a discutiram em textos diferentes) pode ser lida como um diagnóstico de uma dependência da filosofia brasileira, que só reconhecia a si mesma por meio da chancela francesa. 

Foucault voltou em maio de 1973, no auge da repressão do governo Médici. Na PUC do Rio de Janeiro, pronunciou as cinco conferências reunidas sob o título A verdade e as formas jurídicas. O material, publicado pelos Cadernos da PUC-Rio em 1974, antecipou questões que apareceriam em Vigiar e punir. Na mesma viagem, esteve em Belo Horizonte, onde falou sobre loucura e psiquiatria em hospitais e instituições universitárias.

O Brasil funcionou, naquele momento, como oficina do seu pensamento. Foucault já pesquisava as prisões francesas, mas foi diante do público brasileiro que organizou e colocou em circulação uma parte de sua genealogia do poder.

Em 1974, voltou ao Rio para uma série de seis conferências no Instituto de Medicina Social da então Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Ali tratou da medicalização, do nascimento do hospital e da medicina social. Nessas intervenções aparece uma das primeiras formulações públicas da biopolítica. Parte do material seria incorporada, em 1979, a Microfísica do poder, coletânea organizada por Roberto Machado, professor de Filosofia da UFRJ e um dos principais responsáveis pela difusão da obra foucaultiana no país.

A visita mais conhecida ocorreu em 1975. Vigiar e punir havia sido publicado na França em fevereiro daquele ano; a tradução brasileira saiu em 1977. Em outubro, Foucault retornou à USP para um curso sobre psiquiatria e poder. Diante da prisão de professores, jornalistas e estudantes, participou de uma assembleia universitária. Depois do assassinato de Vladimir Herzog sob tortura no DOI-Codi, denunciou o regime e esteve no culto ecumênico realizado na Catedral da Sé em 31 de outubro.

Em 1976, Foucault percorreu Salvador, Recife e Belém. Na UFBA, pronunciou conferências posteriores conhecidas como As malhas do poder. Na UFPE, durante um debate, o professor Gadiel Perrusi questionou sua decisão de escolher a confissão cristã medieval como marco da transformação central da cultura ocidental. Perguntou por que aquela trajetória não deveria ser explicada a partir da acumulação primitiva do capital. 

Segundo Heliana Rodrigues, Foucault respondeu de maneira enfática: “Tenho o direito de criar minha própria periodicidade”. O episódio revela que, em vez de demonstrar por que seu recorte histórico deveria prevalecer sobre a explicação materialista, o filósofo limitou-se a reafirmar o direito de estabelecer a periodização mais conveniente ao desenvolvimento de sua teoria. Ali nascia a famosa estratégia científica resumida na fórmula: “cada um tem sua opinião”.

Da visita à ocupação do currículo

As viagens criaram uma rede de recepção antes mesmo da maior parte dos livros estar disponível em português. A verdade e as formas jurídicas circulou no Brasil em 1974; Vigiar e punir ganhou tradução em 1977; Microfísica do poder, concebida por Roberto Machado para o público brasileiro, apareceu em 1979; As palavras e as coisas foi traduzido em 1981. 

A partir daí, Foucault se tornou base conceitual nos cursos de história, psicologia, educação, saúde, direito, antropologia, comunicação e serviço social. Prisões, manicômios, hospitais e escolas ofereciam objetos concretos para conceitos como disciplina, normalização, dispositivo e saber-poder. Em um país que saía de uma ditadura, a promessa de revelar os mecanismos cotidianos da dominação tinha grande força.

O cenário permitiu a criação de uma contradição até agora não resolvida: transformar uma contribuição parcial e superficial em uma teoria geral e fazer dessa teoria a substituta do materialismo histórico-dialético. Em lugar de relacionar prisão, escola, hospital e sexualidade à reprodução da sociedade capitalista, grande parte da universidade passou a atribuir a cada prática uma genealogia autônoma. A exploração cedeu espaço à exclusão; a ideologia, ao discurso; a classe, às identidades; a organização política, às resistências locais; a totalidade, a uma multiplicidade de poderes sem centro.

O materialismo histórico-dialético sobreviveu em grupos e disciplinas, como a crítica literária, a economia política, a história social e em setores do serviço social. Mas deixou de organizar campos amplos de formação. Em muitos cursos, Marx passou a aparecer como autor do século XIX que se pode mencionar antes de chegar às teorias consideradas contemporâneas. Foucault, ao contrário, tornou-se uma língua acadêmica que não precisava mais ser demonstrada, apenas aplicada.

Esse deslocamento coincidiu com condições institucionais favoráveis. A pós-graduação expandiu-se por meio da multiplicação de linhas de pesquisa e o vocabulário foucaultiano adaptou-se perfeitamente a esse funcionamento. Era possível produzir estudos sobre o dispositivo de uma instituição, o discurso de uma política pública ou a subjetivação de determinado grupo sem reconstruir as mediações entre o objeto particular, o Estado, as classes sociais, a dependência econômica e o imperialismo.

Uma crítica que se anunciava radical tornou-se institucionalmente confortável. A universidade podia falar incessantemente de poder sem determinar quem detinha os meios materiais de exercê-lo.

A resistência que existiu 

A assimilação do estruturalismo e do pós-estruturalismo não ocorreu sem resistência. O debate não é novo e para conhecê-lo e estudá-lo, basta uma simples pesquisa. Para os propósitos deste texto, ressalto algumas contribuições.

Na USP, por exemplo, Antonio Candido construiu uma crítica literária oposta ao formalismo estruturalista. A leitura de “Dialética da malandragem” continua fundamental para compreender como a forma literária incorpora o processo social. Roberto Schwarz levou adiante essa tradição dialética em obras como Um mestre na periferia do capitalismo, seu estudo sobre Machado de Assis.

O estruturalismo e a miséria da razão também tem importância extraordinária. Carlos Nelson concluiu o livro em 1971, em plena vigência do AI-5, e o publicou pela Paz e Terra em 1972. Estimulado por uma carta do filósofo marxista húngaro György Lukács de 1968, que considerava o estruturalismo um grande obstáculo ao desenvolvimento do marxismo, decidiu enfrentar os principais autores franceses. Como podemos demonstrar com material fartamente documentado nos últimos 58 anos, Lukács estava certo.

A leitura de Carlos Nelson sobre As palavras e as coisas descreve o problema. Ele observa que Foucault classifica a economia política como produto do século XIX e converte este dado em aparente demonstração de sua superação. Carlos Nelson identifica os artifícios necessários à operação: Foucault seria “obrigado a sofisticados malabarismos para equiparar a economia marxista à economia clássica inglesa”, evitando falar em mais-valia.

A citação revela a omissão sobre a qual se sustenta a suposta refutação. Marx parte da economia política clássica, mas rompe com ela ao descobrir na força de trabalho uma mercadoria particular e explicar a produção da mais-valia. Apagar essa categoria permite colocar Ricardo e Marx no mesmo compartimento “arqueológico”. Foucault não demonstra que Marx fracassou; constrói um argumento no qual a diferença decisiva foi simplesmente eliminada.

O livro de 1972 permaneceu como única edição durante décadas. O estruturalismo e a miséria da razão só retornou às livrarias em 2010, pela Expressão Popular, com posfácio de José Paulo Netto. Atualmente está esgotado de novo. Enquanto isso, Foucault ganha traduções, cursos, grupos de pesquisa e sucessivas edições.

A extraordinária crítica literária da CIA

Há um documento que deveria ser leitura obrigatória nos cursos brasileiros dedicados a Foucault. Foi produzido, em 1985, pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. O relatório France: Defection of the Leftist Intellectuals (“França: a deserção dos intelectuais de esquerda”) foi liberado para consulta pública em 2011. Seus analistas examinaram a perda de influência do marxismo na França e as consequências políticas dessa mudança. A CIA procurava saber como as transformações intelectuais interferiam na oposição às políticas norte-americanas.

O texto celebra o enfraquecimento do marxismo. Depois de elogiar a Escola dos Annales por combater as concepções marxistas da história, afirma que “a escola estruturalista associada a Claude Lévi-Strauss, Foucault e outros cumpriu praticamente a mesma missão”. Em seguida, qualifica o resultado como uma “demolição crítica da influência marxista” nas Ciências Sociais e prevê que sua contribuição permaneceria na França e em outros países da Europa Ocidental. O documento está disponível no arquivo da própria CIA.

Foucault recebe ainda um elogio particular. O relatório o chama de “o pensador mais profundo e influente da França” e registra com aprovação seu reconhecimento aos representantes da Nova Direita francesa, que relacionavam “as consequências sangrentas da política revolucionária” (sem mencionar o stalinismo) ao racionalismo do Iluminismo. Para a agência norte-americana, esse movimento ajudava a deslocar o debate da crítica ao capitalismo e ao imperialismo para a denúncia da razão, da revolução e dos projetos universais de emancipação de classe.

O relatório demonstra que o aparelho de inteligência dos Estados Unidos reconheceu como vantajoso o efeito objetivo daquela virada teórica. A CIA compreendeu que o abandono da totalidade, da luta de classes e da crítica do imperialismo reduzia a capacidade dos intelectuais organizarem uma oposição consequente à política norte-americana.

O contraste com Carlos Nelson é evidente. Em 1972, sob a ditadura brasileira apoiada pelos Estados Unidos, um marxista brasileiro identificou no estruturalismo uma ideologia e denunciou em Foucault a eliminação da práxis, da história e do homem. Em 1985, a CIA avaliou a mesma trajetória do lado oposto e comemorou sua eficácia na destruição da influência marxista. A universidade brasileira canonizou o autor elogiado pelo relatório e deixou de fora de catálogo o pensador nacional que havia compreendido antecipadamente a função de sua obra.

Poucas peças de crítica literária são tão esclarecedoras quanto esse documento. A agência responsável pela defesa dos interesses norte-americanos em escala global leu a teoria francesa de maneira mais política do que grande parte da universidade brasileira. Enquanto nossos departamentos apresentaram a substituição de Marx por Foucault como evolução natural do conhecimento, a CIA reconheceu nela uma vitória na Guerra Fria.

Precisamos importar até o contraponto

O caso torna-se ainda mais grave quando colocado na cronologia internacional. No mesmo ano de 1972, Fredric Jameson publicou The Prison-House of Language, exame crítico do formalismo russo e do estruturalismo. Jameson aprofundou sua defesa da interpretação histórica em O inconsciente político, de 1981, formulando a conhecida exigência de “historicizar sempre”. Carlos Nelson e Jameson, por caminhos diferentes, perceberam simultaneamente o perigo de uma teoria que autonomizava a linguagem e dissolvia a História.

Aqui, não se trata de opor pensamento nacional e estrangeiro. Marx, Lukács e Jameson não são brasileiros. O problema é que a nossa academia raramente estabelece com a teoria internacional uma relação crítica e produtiva. Ela importa hierarquias prontas. Consagra os autores dos centros e não celebra os conterrâneos que ousam enfrentá-los com igualdade intelectual.

Acordar para qual realidade?

A hegemonia de Foucault foi construída num ciclo histórico marcado pela derrota das revoluções, pelo recuo do marxismo, pela expansão neoliberal e pela fragmentação das lutas sociais. O resultado está diante de nós. A universidade possui um vocabulário sofisticado para nomear identidades, corpos, afetos, discursos e dispositivos, mas frequentemente não consegue explicar a guerra, a desindustrialização, a dependência tecnológica, a concentração da riqueza, o poder financeiro ou a submissão dos países periféricos.

O imperialismo nunca deixou de expor brutalmente aquilo que a teoria tentou declarar ultrapassado. Estados travam guerras, impérios saqueiam mercados e territórios, monopólios controlam tecnologias e informações, trabalhadores vendem sua força de trabalho precarizada a uma pequena classe que continua a se apropriar da riqueza social. A luta de classes não desapareceu porque deixou de ocupar o currículo das Ciências Humanas.

A universidade brasileira precisa acordar e decidir qual é sua posição no desenvolvimento do país na atual conjuntura. Isso exige recuperar a tradição crítica que ela própria ajudou a esconder, recolocar o materialismo histórico-dialético no centro do debate e submeter Foucault ao mesmo rigor que, durante décadas, foi reservado ao marxismo.

Foucault precisa deixar de ser reverenciado. Carlos Nelson sugere que seja esquecido: “mas esperemos que ele venha a ser apenas um curioso fenômeno, rapidamente esquecido, de uma época de transição”, diz ele no seu livro.

Na semana passada, a miséria intelectual contemporânea converteu-se em espetáculo. Angela Davis, Judith Butler e Michael Löwy assinaram uma carta que, em plena ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, colocou o país agredido e seus agressores como, diz o artigo do The Guardian, “duas lâminas de uma mesma tesoura”. 

O relativismo estruturalista transforma uma guerra imperialista em conflito abstrato entre duas formas equivalentes de opressão. Butler, outra fofa da academia brasileira e uma das principais herdeiras do pensamento foucaultiano, expôs, com seu ato, o resultado político concreto de como trair a classe trabalhadora; Löwy, reconhecido como marxista, colocou um prego importante no caixão de sua própria autoridade intelectual; Davis tirou a máscara e mostrou sua identidade democrata, abandonando de vez qualquer passado marxista. 

A História não perdoa: o esquecimento, pela força da realidade que se impõe, virá.

Para saber mais

ARANTES, Paulo Eduardo. Um departamento francês de ultramar: estudos sobre a formação da cultura filosófica uspiana – uma experiência nos anos 1960. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.

CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem: caracterização das Memórias de um sargento de milícias. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 8, p. 67–89, 1970.

CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY – CIA. France: Defection of the Leftist Intellectuals. Directorate of Intelligence, 1985. Documento liberado para consulta pública em 2011. Disponível em: https://www.cia.gov/readingroom/document/cia-rdp86s00588r000300380001-5. Acesso em: 3 set. 2026.

COUTINHO, Carlos Nelson. O estruturalismo e a miséria da razão. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.

COUTINHO, Carlos Nelson. Prefácio à segunda edição. In: COUTINHO, Carlos Nelson. O estruturalismo e a miséria da razão. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. p. 9–14.

FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Cadernos da PUC-Rio, Rio de Janeiro, n. 16, p. 5–133, 1974.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Lígia M. Pondé Vassallo. Petrópolis: Vozes, 1977.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Organização, introdução e revisão técnica de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

JAMESON, Fredric. The Prison-House of Language: A Critical Account of Structuralism and Russian Formalism. Princeton: Princeton University Press, 1972.

JAMESON, Fredric. The Political Unconscious: Narrative as a Socially Symbolic Act. Ithaca: Cornell University Press, 1981.

LUKÁCS, György. Carta a Carlos Nelson Coutinho, 26 fev. 1968. In: PINASSI, Maria Orlanda; LESSA, Sérgio (org.). Lukács e a atualidade do marxismo. São Paulo: Boitempo, 2002. p. 153–154.

RODRIGUES, Heliana de Barros Conde. Um (bom?) departamento francês de ultramar: Michel Foucault no Brasil, 1965. Mnemosine, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 186–203, 2010. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/mnemosine/article/view/41510. Acesso em: 3 set. 2026.

RODRIGUES, Heliana de Barros Conde. Um Foucault desconhecido? Viagem ao Norte-Nordeste brasileiro em tempos (ainda) sombrios. História Oral, v. 15, n. 2, 2012. Disponível em: https://revista.historiaoral.org.br/index.php/rho/article/view/262. Acesso em: 3 set. 2026.

RODRIGUES, Heliana de Barros Conde. Ensaios sobre Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos, ressonâncias. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.

SCHWARZ, Roberto. 19 princípios para a crítica literária. Almanaque: Cadernos de Literatura e Ensaio, São Paulo, n. 2, p. 5, 1976.

SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

TO IRAN’S political prisoners, trapped “between two blades of a scissors”. The Guardian, 20 ago. 2026. Disponível em: https://www.theguardian.com/commentisfree/ng-interactive/2026/aug/20/iran-political-prisoners. Acesso em: 3 set. 2026.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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