Soldados de “Israel” expulsaram moradores de 12 apartamentos e derrubaram cinco edifícios residenciais em Biddu, na Cisjordânia, em 5 de novembro. Mais de 100 palestinos ficaram sem casa. As famílias afirmam que a operação começou sem aviso suficiente e que foram impedidas de retirar móveis, roupas e documentos antes das demolições.
Ahmad Abu Eid contou que parte dos imóveis pertencia a seus filhos e a sua filha. Ele suspeita que a destruição esteja relacionada à libertação de seu filho Salman numa troca de prisioneiros. Essa é a interpretação do morador. Os soldados apresentaram outro motivo: disseram que as construções não possuíam licença.
Biddu fica na chamada Área C da Cisjordânia, onde “Israel” controla a administração do território e exige autorizações para construir. Palestinos raramente conseguem obter as licenças cobradas pela ocupação. Salem Abu Eid, integrante do conselho municipal, afirmou que dois dos imóveis demolidos não tinham ordem judicial para ser derrubados. A situação desses prédios precisa ser examinada à luz dos documentos apresentados pelos moradores.
A administração palestina de Jerusalém registrou, entre janeiro e outubro de 2026, 471 operações de demolição ou remoção de terras na cidade e em seus arredores. O número inclui diferentes tipos de propriedades e terrenos. Em Biddu, o efeito imediato dessa política pode ser contado nas famílias obrigadas a deixar apartamentos inteiros para trás.
Os moradores pedem ajuda para obter moradia e reconstruir o que perderam. As máquinas se retiram depois da operação; quem vivia nos prédios precisa encontrar onde passar a noite e como recuperar seus bens.





