Moradores do sul de Beirute rejeitaram a proposta de condicionar a reconstrução do Líbano ao desarmamento do Hesbolá.
O plano patrocinado pelos Estados Unidos prevê a retirada das tropas de “Israel” do sul libanês e sua substituição pelo Exército do Líbano.
Na sequência, o governo libanês deveria avançar no desarmamento da organização.
Somente depois seriam liberados recursos internacionais destinados à reconstrução das áreas devastadas pelos ataques israelenses.
Moradores de Dahiyeh, uma das regiões mais atingidas pelos bombardeios, recusaram a proposta.
Um comerciante ouvido pela RT classificou o acordo como uma humilhação para o Líbano.
Outro afirmou que os próprios libaneses poderiam arrecadar recursos para reconstruir suas casas, em vez de trocar as armas da resistência pela ajuda externa.
O Banco Mundial estima que a reconstrução exigirá pelo menos US$11 bilhões.
Somente os danos físicos causados durante a guerra de 2023 e 2024 foram calculados em US$6,8 bilhões, sem incluir toda a destruição posterior.
A proposta norte-americana utiliza justamente as necessidades criadas pelos ataques israelenses para pressionar o País.
Depois de bairros, casas e infraestrutura terem sido destruídos, o dinheiro necessário para reconstruí-los é oferecido sob a condição de que o Hesbolá entregue suas armas.
A organização libanesa rejeitou o plano e afirmou que o desarmamento equivaleria a uma capitulação diante de “Israel”.
Também advertiu contra qualquer tentativa de impor a medida pela força.





