A Geórgia tornou-se novo alvo da ofensiva diplomática de “Israel” contra o Irã. Segundo reportagem do portal The Cradle, baseada em análise publicada pelo The New Arab, a embaixada israelense em Tbilisi está promovendo uma campanha agressiva para pressionar o governo georgiano a abandonar sua política de equilíbrio em relação à República Islâmica.
A manobra ocorre em um momento em que a Geórgia tenta manter uma posição de equilíbrio. O país busca preservar suas relações com o imperialismo, mas também depende de vínculos regionais importantes, como comércio, turismo e relações diplomáticas com países que estão em contradição com a política externa norte-americana, em especial, a Rússia.
De acordo com a denúncia, a embaixada israelense reagiu publicamente contra gestos rotineiros de solidariedade da Geórgia ao Irã, como a iluminação da torre de televisão de Tbilisi com as cores iranianas e a apresentação de condolências após o início da guerra dos Estados Unidos e de “Israel” contra a República Islâmica.
A pressão não se limita à propaganda. O embaixador israelense teria sido recebido diretamente no Parlamento georgiano, onde acusou o Irã de envolvimento na Operação Dilúvio de Al-Aqsa, realizada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. O embaixador iraniano, por sua vez, não recebeu o mesmo espaço para responder.
A presença do ministro israelense Itamar Ben-Gvir em Tbilisi, em agosto de 2025, também fez parte desse processo. Depois da visita, o ministro do Interior da Geórgia viajou a “Israel”.
O caso mostra, mais uma vez, que “Israel” não atua apenas como força militar no Oriente Médio. Atua também como instrumento político do imperialismo, pressionando governos, parlamentos e meios de comunicação para alinhar países inteiros à sua política de guerra.
A ofensiva ocorre ao mesmo tempo em que “Israel” aumenta seu orçamento de propaganda, a chamada hasbará. Segundo a reportagem, o governo israelense elevou esse orçamento para US$730 milhões anuais. A cifra expressa o desespero do regime sionista diante de seu crescente isolamento internacional, provocado sobretudo pelo massacre em Gaza e pela agressão contra o Irã.
No entanto, a propaganda encontra limites cada vez mais evidentes. Pesquisas citadas pela reportagem indicam que a imagem de “Israel” continua se deteriorando, inclusive nos Estados Unidos, onde a maioria da população já vê o país de maneira desfavorável. Nenhuma campanha publicitária consegue esconder indefinidamente as ações concretas de um regime que bombardeia, ocupa, ameaça e tenta submeter outros países à sua política criminosa.
A pressão sobre a Geórgia é, portanto, mais um capítulo da ofensiva imperialista contra o Irã. Ao tentar destruir a neutralidade de Tbilisi, “Israel” procura ampliar o cerco diplomático contra a República Islâmica. Mas a própria necessidade de recorrer a campanhas desse tipo demonstra a fraqueza política do sionismo, cada vez mais repudiado pelos povos do mundo.





