Oriente Médio

‘Israel’ amplia ocupação da Síria e cria posto de controle

Forças israelenses avançaram sobre duas aldeias da província de Quneitra, revistaram moradores e invadiram uma residência e um depósito

“Israel” avançou novamente sobre o território sírio. Tropas israelenses invadiram neste sábado (11) duas localidades da província de Quneitra, no sudoeste do país, e instalaram um posto temporário de controle para revistar a população.

Uma unidade composta por três veículos militares entrou na região próxima à aldeia de al-Samdaniyah. Os soldados interromperam a passagem de moradores, realizaram revistas e deixaram o local pouco depois, informou a agência oficial síria Sana.

Horas antes, depois da meia-noite, outra força israelense havia entrado na aldeia de al-Axa, no sul de Quneitra. A operação contou com mais de 15 veículos militares.

Os soldados invadiram uma residência e um depósito de ração para animais. Após as buscas, a unidade deixou a aldeia. As autoridades sírias não informaram a ocorrência de prisões durante as duas incursões.

Ocupação avança em Quneitra

As operações mostram o avanço gradual da ocupação israelense no sul da Síria. Além dos bombardeios, o exército sionista realiza incursões terrestres, instala postos de controle e invade propriedades nas províncias de Quneitra e Daraa.

Essas ações permitem que “Israel” amplie o controle militar da região sem declarar formalmente uma nova anexação. Soldados israelenses entram nas aldeias, interrogam moradores, revistam veículos e imóveis e depois se retiram, mantendo a população sob ameaça.

O Estado sionista já ocupa ilegalmente as Colinas de Golã e procura estender sua presença sobre outras partes do território sírio. O avanço ocorre diante de um governo interino incapaz de organizar uma resistência militar contra a ocupação.

Ataques aéreos e terrestres

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos registrou pelo menos 38 ataques israelenses contra o território sírio desde o início de 2026. O levantamento inclui dois bombardeios aéreos e 37 operações terrestres.

As agressões destruíram ou danificaram cerca de 13 locais, entre depósitos de armas e munições, posições militares, sedes e veículos. Cinco pessoas morreram.

Os bombardeios atingiram principalmente regiões próximas à fronteira entre a Síria e o Líbano e áreas rurais da província de Damasco. As operações terrestres concentraram-se nas províncias de Daraa e Quneitra.

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