O governo iraniano acusou a Ucrânia de atacar um navio comercial do Irã no Mar Cáspio sob instigação de “Israel”. A denúncia foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Saied Abbas Araqchi, após a morte de um marinheiro na ofensiva ucraniana.
Segundo Araqchi, o ataque violou diretamente a Carta das Nações Unidas.
“Zelensqui atacou um navio comercial iraniano e matou um marinheiro. Esta é uma ação que viola claramente a Carta das Nações Unidas e foi realizada sob instigação de ‘Israel’ para arrastar a Europa à guerra”, declarou.
O chanceler informou que tratou do caso com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Nessas conversas, afirmou ter deixado claro que a ação da Ucrânia não poderá ficar sem resposta.
Zelensqui declarou no sábado que a Ucrânia manterá ataques de longo alcance contra a Rússia e comemorou os resultados obtidos no Mar Cáspio. O dirigente afirmou que embarcações utilizadas para transportar cargas supostamente ligadas ao Irã foram atingidas.
A declaração confirma que o navio iraniano não foi atingido por engano. A Ucrânia sabia que se tratava de uma embarcação vinculada ao comércio iraniano e apresentou a operação como uma conquista militar. A acusação de que o navio transportaria material militar não foi acompanhada de provas públicas.
A Chancelaria iraniana condenou a ofensiva e reservou ao país o direito de responder. Teerã também chamou a atenção do Conselho de Segurança da ONU para a gravidade da operação.
O Irã sustenta que nunca participou diretamente da guerra entre Rússia e Ucrânia. Por isso, considera o ataque uma agressão contra um país que não é parte do conflito. Para o Irã, o regime ucraniano violou o direito internacional e atua para espalhar a guerra e a insegurança.
A denúncia iraniana aponta para a participação política de “Israel” na escalada. O regime sionista tem interesse direto em abrir novas frentes contra o Irã. Ao empurrar a Ucrânia para ataques contra alvos iranianos, “Israel” procura transformar a guerra na Ucrânia em um instrumento adicional de sua política contra a República Islâmica.
A manobra também serve aos interesses do imperialismo. A Ucrânia funciona como plataforma militar dos Estados Unidos e da OTAN contra a Rússia. Agora, suas forças são utilizadas para atingir um navio iraniano.
O ataque no Mar Cáspio mostra que a política da Ucrânia não é defensiva. Trata-se de uma orientação de provocação internacional, apoiada pelos governos imperialistas, destinada a sabotar qualquer possibilidade de limitação do conflito.
A própria Rússia acusa a Ucrânia de recorrer a ações terroristas para impedir negociações. A ofensiva reforça essa avaliação: em vez de se restringir às posições militares russas, a Ucrânia passa a atacar embarcações comerciais de terceiros países.
Araqchi advertiu que a provocação procura arrastar a Europa para um confronto mais amplo. Essa possibilidade é favorecida pela política dos próprios governos europeus, que financiam, armam e dão cobertura diplomática ao regime ucraniano.
A União Europeia apresenta Zelensqui como defensor da democracia, mas sustenta um governo que ataca infraestrutura civil, embarcações comerciais e alvos fora de suas fronteiras. Ao se recusar a condenar essas ações, os europeus tornam-se cúmplices da escalada.
O episódio coloca Kaja Kallas e os demais dirigentes da União Europeia diante de uma escolha concreta. Ou pressionam a Ucrânia a interromper os ataques contra países que não participam da guerra, ou assumem a responsabilidade pela ampliação do conflito.
A posição do Irã indica que o ataque terá consequências. O governo iraniano declarou que se reserva o direito de retaliar. A resposta poderá assumir formas diplomáticas, econômicas ou militares, dependendo da avaliação de suas autoridades.
Ao atingir um navio comercial iraniano e matar um marinheiro, o regime de Zelensqui abriu uma nova crise internacional no Mar Cáspio.




