Um bombardeio saudita com munições de fragmentação assassinou três crianças e feriu 17 pessoas nas aldeias de al-Ar e Barza, na província de Dhamar, no Iêmen. Entre os feridos estão outras sete crianças e três mulheres. Uma delas estava grávida e perdeu o bebê em consequência do ataque, informou a rede Al Mayadeen.
As bombas atingiram casas de civis no distrito de Dhoran Anis. Três moradias foram danificadas e o sistema de energia solar de um agricultor foi destruído. Animais de criação também foram mortos ou feridos. O Ministério da Saúde de Sanaa denunciou o emprego de munições de fragmentação contra a população.
A monarquia saudita, aliada dos Estados Unidos, promove mais uma matança em um dos países mais pobres do mundo. Além de assassinar moradores, os bombardeios destroem os recursos dos quais as famílias dependem para sobreviver. A destruição se soma ao bloqueio imposto ao país, que dificulta o abastecimento e agrava a falta de atendimento médico.
Neste sábado (17), a aviação saudita também realizou dois ataques a leste da cidade de Saada e outros seis contra o distrito de Sahar, informou a agência iemenita Saba. A região de Maran foi igualmente bombardeada. Em Taiz, outros três ataques atingiram as localidades de al-Daa e al-Bunaya, no distrito de al-Xamayatayn. Um centro de saúde da província também foi atingido, conforme a Al Mayadeen.
Na sexta-feira (16), um porta-voz do Ministério da Saúde de Saná informou que a agressão saudita havia matado 124 civis e ferido 327 desde o início da nova escalada, em 3 de setembro. Casas, unidades de saúde e instalações de abastecimento estão entre os alvos da ofensiva.
O Iêmen enfrenta praticamente sozinho o imperialismo de conjunto e seus aliados regionais. A monarquia saudita participa dessa ofensiva contra um povo que se recusa a abandonar a luta. A defesa dos iemenitas contra os bombardeios e o bloqueio é parte da luta contra a dominação imperialista no Oriente Médio.
Apesar da agressão, as Forças Armadas do Iêmen mantêm operações contra a Arábia Saudita. As forças apoiadas por Riade anunciaram a interceptação de um míssil balístico que seguia em direção a Yanbu, importante terminal de exportação de petróleo no Mar Vermelho. Também afirmaram ter interceptado dois mísseis de cruzeiro e abatido três aviões não tripulados.
Na sexta-feira, dois mísseis atingiram a área do Aeroporto Internacional de Ádem, no sul do Iêmen. As autoridades locais atribuíram o ataque às forças iemenitas, que não anunciaram responsabilidade pela operação.
O governo britânico desaconselhou viagens não essenciais à Arábia Saudita. A autoridade de aviação dos Estados Unidos também advertiu suas companhias aéreas sobre os riscos de atravessar o espaço aéreo saudita, citando operações militares e possíveis interferências nos sistemas de navegação.
As forças iemenitas alertaram companhias aéreas, trabalhadores da aviação e passageiros para que evitem os aeroportos e o espaço aéreo saudita, declarados possíveis alvos militares. O aviso exclui Meca e Medina. As operações são uma resposta aos bombardeios contra a infraestrutura civil e ao bloqueio do Iêmen.





