As Forças Armadas iemenitas atacaram nesta terça-feira (18) uma refinaria da Aramco localizada na região saudita de Jizan. Segundo uma fonte militar ouvida pela agência Saba, vários drones participaram da operação e atingiram diretamente a instalação.
Saná declarou que a ação respondeu a novas violações sauditas do espaço aéreo iemenita nas províncias de Saada e Hajja. O ataque ocorre em meio ao aumento das tensões entre o Iêmen e a monarquia saudita depois do enfraquecimento dos entendimentos que haviam reduzido os combates nos últimos anos.
Um dia antes, as forças iemenitas anunciaram outra operação no Mar Vermelho. Um navio militar de desembarque saudita e quatro embarcações que o acompanhavam foram atacados nas proximidades da costa de Moca.
O porta-voz das Forças Armadas iemenitas, general de brigada Yahya Saree, afirmou que Saná acompanha os deslocamentos e a concentração de tropas sauditas. As forças do reino, segundo ele, continuarão sujeitas a ataques tanto em terra como no mar.
O governo iemenita acusa Riad de abandonar compromissos anteriores e aumentar as restrições contra o país. Diante dessas medidas, Saná decidiu responder aos bloqueios sauditas atingindo interesses econômicos e militares da própria monarquia.
A Aramco ocupa um lugar particularmente importante nessa disputa. A empresa petrolífera está diretamente ligada à principal fonte de riqueza do reino. Ao demonstrar capacidade para atingir instalações dessa importância dentro do território saudita, o Iêmen aumenta o preço de qualquer nova ofensiva promovida por Riad.
As forças iemenitas também passaram a impor restrições à circulação de interesses petrolíferos sauditas pelo Mar Vermelho. A medida faz parte da resposta adotada depois que Saná considerou rompida, na prática, a trégua estabelecida em 2022.
Durante anos, a Arábia Saudita pôde bombardear o território iemenita contando com uma enorme superioridade militar. O desenvolvimento de drones, mísseis e operações navais pelo Iêmen alterou essa situação. Instalações estratégicas sauditas deixaram de permanecer protegidas das consequências da agressão.
O ataque contra Jizan é mais uma demonstração dessa mudança. As autoridades de Saná deixaram claro que novas medidas contra o Iêmen serão respondidas com ataques contra forças, embarcações e interesses econômicos sauditas.




