O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe) saudou a realização das eleições municipais em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, as primeiras em uma cidade do território palestino desde 2007. A votação ocorreu no sábado (25) e escolheu 15 integrantes do conselho municipal.
O porta-voz do partido palestino, Hazem Qassem, classificou a eleição como “um passo positivo e importante” e defendeu que o processo seja ampliado para toda a Faixa de Gaza.
“A realização das eleições municipais em Deir al-Balah é um passo positivo e importante, e esperamos que se amplie para abranger todas as províncias da Faixa de Gaza”, declarou Qassem neste domingo (26).
O porta-voz também defendeu a realização de eleições legislativas e presidenciais nos territórios palestinos. As últimas eleições legislativas palestinas foram realizadas em 2006, quando o Hamas conquistou a maioria das cadeiras. No ano seguinte, o partido assumiu o governo da Faixa de Gaza. Desde então, o território não realizava eleições municipais.
A votação em Deir al-Balah ocorreu apesar de a legislação palestina exigir que os candidatos reconheçam a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como “único representante legítimo” do povo palestino. O Hamas rejeita essa condição.
As declarações de Qassem ocorreram no mesmo período em que o primeiro-ministro palestino Mohammad Mustafa afirmou que o êxito das eleições locais na Cisjordânia e em parte da Faixa de Gaza “constitui um primeiro passo importante dentro de um processo nacional mais amplo, voltado a consolidar a vida democrática e fortalecer a resistência das instituições nacionais”.
A defesa de eleições legislativas e presidenciais pelo Hamas renova o apelo pelo fim da divisão palestina aberta desde 2007. A votação também ocorre em meio à agressão de “Israel” contra a Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023. Mesmo sob guerra, destruição e bloqueio, a realização de eleições locais em Deir al-Balah foi apresentada pelo Hamas como um passo para reorganizar a vida política palestina e ampliar a participação popular nas instituições do território.




