Henrique Áreas de Araujo

Militante do PCO, é membro do Comitê Central do partido. É coordenador do GARI (Grupo por Uma Arte Revolucionária e Independente) e vocalista da banda Revolução Permanente. Formado em Política pela Unicamp, participou do movimento estudantil. É trabalhador demitido político dos Correios e foi diretor da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios)

Coluna

Fogos para Neymar!

Povo brasileiro não embarcou nessa palhaçada promovida por jornalistas comprometidos com interesses estrangeiros

Fizeram de tudo, nesse último período, para tentar apresentar a seleção brasileira como algo impopular. E, mais ainda, para esconder a popularidade de Neymar. A campanha contra a seleção não é novidade. Sempre que se aproxima uma Copa do Mundo, aparecem setores da imprensa tentando convencer o povo brasileiro de que ele não deveria se importar com a sua seleção, como se o futebol não fosse uma das expressões mais profundas da cultura nacional.

Desta vez, porém, a campanha veio ainda mais forte. O ataque a Neymar, em particular, foi permanente. Tentaram transformar o principal jogador brasileiro de sua geração em um problema, em um peso, em alguém rejeitado pelo povo. Mas a realidade mostrou outra coisa.

O simples anúncio da convocação da seleção brasileira já foi suficiente para provocar uma reação popular. Não estamos falando de uma final de campeonato, nem de um clássico decisivo. Era apenas a convocação, o anúncio dos jogadores que vão defender o Brasil na Copa do Mundo. Ainda assim, em São Paulo, foi possível ouvir fogos de artifício em vários bairros, como acontece em dias de grandes jogos entre Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, ou em finais importantes.

Isso diz muita coisa. Alguém comprou esses fogos, alguém esperou a convocação, alguém comemorou. E, tenham sido os fogos por Neymar, pela convocação em geral ou pela expectativa da Copa, a conclusão é a mesma: a seleção brasileira continua sendo profundamente popular.

E Neymar, como camisa 10 dessa seleção, também continua popular. O povo brasileiro não embarcou nessa palhaçada promovida por jornalistas comprometidos com interesses estrangeiros, que tentam desmoralizar uma das maiores manifestações culturais do País. A seleção brasileira não é apenas um time de futebol. Ela carrega uma parte importante da identidade nacional, da alegria popular e da força criativa do povo brasileiro.

Por isso incomoda tanto. Porque quando a seleção entra em campo, quando Neymar veste a camisa 10, quando o povo começa a se movimentar em torno da Copa, fica evidente que existe algo que a campanha da imprensa não consegue destruir.

A convocação mostrou isso. A seleção segue viva no coração do povo. E Neymar segue sendo o grande nome do Brasil para a Copa.

* A opinião dos colunistas não refletem, necessariamente, a deste Diário

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