A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), no Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta, e garantiu uma vaga na final da Copa do Mundo. Para chegar à decisão, a seleção argentina transformou a semifinal numa sessão de pancadaria, distribuiu faltas desde os primeiros minutos e contou com a tolerância escandalosa do árbitro norte-americano Ismail Elfath.
A Inglaterra abriu o placar aos 55 minutos, com Anthony Gordon. Enzo Fernández empatou aos 85 e Lautaro Martínez marcou o gol da vitória nos acréscimos. Lionel Messi deu as assistências para os dois gols argentinos.
A Argentina enfrentará a Espanha na final de domingo. A Inglaterra disputará o terceiro lugar contra a França no sábado.
Cotovelada aos três minutos
A violência argentina começou praticamente junto com a partida. Aos três minutos, Enzo Fernández acertou uma cotovelada na cabeça de Elliot Anderson durante uma disputa de bola. O lance era para expulsão, mas Elfath marcou apenas a falta e permitiu que o argentino continuasse em campo.
Os jogadores ingleses protestaram imediatamente. A reclamação não serviu para nada. Pouco depois, o primeiro cartão amarelo da partida foi aplicado justamente contra Anderson, por uma falta em Messi.
O meio-campista inglês continuou sendo caçado pelos argentinos durante os minutos seguintes e ainda se envolveu numa discussão com Fernández. Jude Bellingham também entrou numa confusão no começo da partida, enquanto Leandro Paredes provocava os adversários e apostava na intimidação para compensar a falta de futebol.
Giuliano Simeone, filho de Diego Simeone, também participou do espetáculo argentino ao se jogar no chão depois de receber um leve empurrão do goleiro Jordan Pickford.
Foram 19 faltas somente no primeiro tempo, 12 delas cometidas pela Argentina. Apesar da sucessão de entradas duras, cotoveladas e provocações, Elfath mostrou apenas dois cartões amarelos antes do intervalo. Lisandro Martínez foi um dos argentinos advertidos. Cristian Romero recebeu cartão aos 51 minutos.
A pancadaria imposta pela Argentina acabou com qualquer possibilidade de futebol no primeiro tempo. Pela primeira vez desde o início dos registros, em 1966, uma partida de Copa do Mundo chegou ao intervalo sem nenhuma finalização no alvo.
Árbitro garantiu a impunidade argentina
Elfath perdeu o controle da partida desde o início. Na prática, sua arbitragem permitiu que a Argentina batesse à vontade, interrompesse os ataques ingleses e transformasse cada disputa de bola numa oportunidade para atingir o adversário.
O ex-goleiro inglês Paul Robinson classificou o trabalho do norte-americano como “uma das piores arbitragens” do torneio. Segundo ele, o juiz “não pegou o jogo desde o começo” e “deixou passar muita coisa”.
A Argentina terminou a partida com 15 faltas e somente três cartões amarelos. A quantidade oficial de infrações, por si só elevada, ainda não mostra tudo o que ocorreu em campo, pois Elfath deixou de marcar diversas entradas argentinas.
A Inglaterra, mais técnica, foi empurrada para um jogo físico e truncado. A seleção argentina sabia que não conseguiria controlar o adversário apenas com a bola e, por isso, recorreu às faltas, às provocações e às simulações.
Messi aparece no fim
Mesmo apanhando durante toda a partida, a Inglaterra abriu o placar aos 55 minutos. Morgan Rogers cruzou e Gordon acertou um voleio para vencer o goleiro argentino.
A Argentina teve 64% de posse de bola, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras enquanto o jogo permaneceu dentro de alguma normalidade. A equipe de Scaloni terminou com 14 finalizações, seis delas no alvo. A Inglaterra finalizou seis vezes, três no alvo.
O empate argentino saiu aos 85 minutos. Após passe de Messi, Enzo Fernández, que deveria ter sido expulso logo aos três minutos, finalizou de fora da área e marcou.
Nos acréscimos, Messi deu nova assistência, desta vez para Lautaro Martínez completar a virada. Depois de passar a partida inteira batendo, provocando e contando com a benevolência do árbitro, a Argentina conseguiu os dois gols no fim e avançou à decisão.





