Na tarde desta terça-feira (12), o programa Plantão Irã, programa exclusivo da Causa Operária TV, destacou o avanço tecnológico da resistência libanesa e a crescente aliança militar entre Estados Unidos, “Israel” e os Emirados Árabes Unidos. Apresentado por Victor Assis e Pedro Burlamaqui, o programa abriu com dados alarmantes sobre a situação humanitária. Segundo Victor Assis, o cessar-fogo entre o Líbano e “Israel” é “sistematicamente desrespeitado pelo exército israelense”.
Citando dados do Ministério da Saúde do Líbano, Assis informou que “2.846 pessoas já foram mortas no Líbano desde o início das operações sionistas”. Um dos dados mais escabrosos apresentados foi o de que, em média, “quatro crianças são mortas ou feridas por dia no Líbano”. Para o apresentador, a agressividade de Israel contra a população civil é uma “demonstração de fraqueza”, pois o Estado sionista não consegue dominar a região por outros meios.
Pedro Burlamaqui detalhou a superioridade militar que o Hezbollah vem demonstrando através de avanços tecnológicos. Ele destacou o uso intensivo de veículos aéreos não tripulados (VANTs) do tipo FPV (First-Person View), operados por cabos de fibra ótica.
“O uso de fibra ótica é uma grande vantagem porque impede que o inimigo tenha informações precisas sobre o VANT e dificulta a interferência no sinal”, explicou Burlamaqui. Segundo informações da rádio do exército israelense citadas no programa, menos de 10% dos operadores desses VANTs foram atingidos por “Israel”, o que revela a dificuldade da inteligência sionista em neutralizar a nova tática da resistência.
O novo Secretário-Geral do Hesbolá, Xeque Naim Qassem, enviou uma mensagem contundente às tropas. Em declaração nesta terça-feira (12), ele afirmou que o partido “nunca deixará o campo de batalha” e prometeu transformar a frente de combate em um “inferno na terra contra Israel”.
“Disseram que vocês estavam acabados, no entanto, sua luta forjou um modelo de resiliência que surpreendeu o mundo”, disse Qassem em carta aos militantes. Victor Assis comentou a fala, reiterando que o Hesbolá permanece de pé sem fazer concessões políticas, apesar da “estratégia de decapitação” tentada por “Israel” contra sua cúpula.
Pedro Burlamaqui mencionou um artigo da Hispan TV sobre a reorganização do Hesbolá, no qual são apresentadas as cinco mudanças que tornaram o grupo, segundo analistas, “invencível”:
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Unidades menores e móveis: o abandono de grandes formações (alvos fáceis para bombardeios) por grupos especializados e independentes.
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Descentralização do comando: decisões rápidas no campo de batalha sem dependência de ordens centrais que poderiam ser interceptadas.
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Foco em resultados, não em volume: substituição das saraivadas de foguetes por ataques de precisão em centros de comando e logística.
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Cessão temporária de terreno: o objetivo não é mais o controle rígido da terra, mas sim “impossibilitar a consolidação da ocupação israelense”
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Renovação da direção: uma nova geração de comandantes, menos presos a métodos antigos e mais adaptados à guerra moderna.
“Todo libanês é, em potencial, um comandante e um combatente da luta anti-imperialista”, pontuou Victor Assis ao analisar essa estrutura em mosaico.
A denúncia principal do dia girou em torno dos Emirados Árabes Unidos (EAU). O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, revelou que Israel enviou tropas e baterias do sistema Domo de Ferro para o território emiradense.
“O imperialismo precisa se reorganizar na região na medida em que Israel se enfraquece”, analisou Victor Assis. Ele sugeriu que, como a Arábia Saudita e o Catar hesitam em enfrentar o Irã por medo de retaliação, o Emirados Árabes assumiu a “vanguarda da reação imperialista”. Assis destacou a saída dos Emirados Árabes da OPEP e o pouso de emergência de um jato F-35 norte-americano em solo emiradense como evidências dessa “relação íntima” que visa manter o controle dos Estados Unidos sobre o Golfo Pérsico.
Sobre a situação no Estreito de Ormuz, o programa informou que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) anunciou a ampliação de sua zona de operação para um perímetro de 500 km.
“No passado, o Estreito era definido em torno de ilhas limitadas, hoje isso mudou”, declarou um oficial da Marinha iraniana. Pedro Burlamaqui reforçou que navios iraquianos operando com petróleo e GLP já estão coordenando suas rotas sob a supervisão do Irã. Victor Assis concluiu que o conflito está “congelado” porque os EUA não têm força para uma nova iniciativa, enquanto o Irã mantém o controle estratégico da via marítima.





