A decisão da União Europeia de avançar em investigações relacionadas ao chamado “design viciante” utilizado por grandes plataformas digitais representa mais um capítulo da crescente ofensiva regulatória contra as gigantes da tecnologia. O foco das autoridades europeias está em mecanismos presentes em redes sociais como Facebook e Instagram que, segundo reguladores, podem estimular o uso excessivo dos aplicativos, especialmente entre adolescentes.
Estudos apontam que determinadas ferramentas — como rolagem infinita, notificações constantes e sistemas de recompensa digital — foram desenvolvidas para prolongar o tempo de permanência dos usuários nas plataformas. Há quem afirme que esses recursos exploram mecanismos psicológicos capazes de aumentar a dependência e dificultar o controle do tempo de uso. Mas a verdade é que jornais, revistas, propagandas, todos utilizam recursos para prender a atenção das pessoas.
Com base nessa arbitrariedade, autoridades europeias defendem que empresas de tecnologia assumam maior responsabilidade sobre os impactos sociais de seus produtos. A legislação aprovada nos últimos anos ampliou significativamente o poder de fiscalização da União Europeia, permitindo investigações e multas bilionárias em caso de descumprimento das normas.
Os defensores dessa estratégia sustentam que a economia digital não pode permanecer à margem das regras aplicadas a outros setores. Segundo essa visão, proteger consumidores — especialmente crianças e adolescentes — exige estabelecer limites claros para práticas consideradas abusivas ou potencialmente prejudiciais à saúde mental. A desculpa da proteção da juventude é recorrente. No entanto, a UE apoia o massacre em Gaza, vai tirar dinheiro de gastos sociais para investir em guerra, de modo que não se interessa pelas crianças e muito menos pelos jovens.
Representantes do setor de tecnologia alertam para os riscos de uma regulação excessiva. Argumentam que conceitos como “design viciante” ainda geram interpretações distintas e que intervenções muito rígidas podem afetar a inovação, reduzir a competitividade das empresas e criar insegurança jurídica para o desenvolvimento de novos produtos.
Essas medidas não ficarão restritas à Europa. Diversos países acompanham de perto as iniciativas europeias, frequentemente utilizadas como referência para futuras legislações. No mundo, tem aumentado a censura nas redes e estão sendo criadas leis para impedir que jovens utilizem os celulares nas escolas. A desculpa é que atrapalharia o aprendizado.
No fundo, o imperialismo está pondo em marcha uma ditadura mundial, pois se prepara para a guerra e é fundamental que controle a informação.


