As eleições estaduais se aproximam, e o cenário político mostra perspectivas profundamente reacionárias e hostis para o povo trabalhador. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, responsáveis por mais de 63% do PIB nacional e por mais da metade do eleitorado, mostram uma tendência clara: a direita tradicional e setores associados ao bolsonarismo estão na dianteira das pesquisas de intenção de voto.
O domínio da direita, herdeira de partidos como Arena, PDS e PFL, consolida-se, indicando um possível controle dos Executivos estaduais e do Congresso Nacional.
Predomínio da direita tradicional
As pesquisas recentes apontam para uma liderança confortável da direita nos Estados mais ricos. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 40%, enquanto Fernando Haddad (PT) figura em segundo, com 27%. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) mantém uma margem significativa sobre seus concorrentes.
Situações similares são observadas em Minas Gerais e no Paraná, com candidatos de direita como Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Sergio Moro (PL) à frente.
Esse cenário reflete o fracasso da estratégia de frente ampla da esquerda parlamentar, que não só falha em conter o avanço direitista, como também reabilita políticos de partidos anteriormente repudiados, como PSDB e DEM, que se apresentam sob novas legendas, inclusive associados à esquerda.
Desafios para a esquerda
O Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula, enfrenta um enfraquecimento evidente. Nos Estados mais ricos, ocupa o segundo lugar em apenas dois deles e apoia candidatos golpistas em muitos casos.
Essa política liquidacionista pode facilitar a implementação de medidas que vão de encontro aos interesses do povo, independentemente de quem ocupe a Presidência a partir de 2027.
Para os trabalhadores, a situação exige uma reorganização que supere as limitações da política de conciliação da esquerda, preparando-se para enfrentar os desafios do próximo período, no qual, diante do avanço da crise capitalista, deverão se intensificar os ataques contra o povo pobre e trabalhador, como vem acontecendo em quase todo o mundo e, particularmente, nos países da América Latina, onde a direita avançou eleitoralmente diante da covardia política da esquerda pequeno-burguesa.




