O PCO é o partido com a maior proporção de candidatos índios nas eleições de 2026. Dos 146 registros apresentados pela legenda ao Tribunal Superior Eleitoral, 10 são de candidatos que se declararam índios, o equivalente a 6,85% da chapa. A média nacional é de 0,93%: das 20.708 candidaturas registradas no País, 192 são de índios. Os dados constam da carga do sistema DivulgaCand do dia 22 de agosto.
A Rede aparece em segundo lugar, com 19 candidaturas de índios em 350, ou 5,43%. O PT tem o maior número absoluto, 37 candidatos, mas eles representam 3,37% dos 1.098 registros da legenda. O PSOL vem em seguida, com 20 em 791, ou 2,53%. Apenas 10 dos 30 partidos que disputam a eleição ficaram acima da média nacional.
No outro extremo estão as legendas que dispõem das maiores fatias do fundo eleitoral. O PL, que apresentou 1.635 candidaturas, registrou oito índios, 0,49% do total. O Republicanos e o Podemos, com 1.300 e 1.228 candidaturas, lançaram um candidato índio cada um, 0,08% em ambos os casos. Seis partidos não registraram nenhum: União Brasil, que apresentou 835 candidaturas, PRD, com 491, PCdoB e Cidadania, com 147 cada, PCB, com 23, e PRTB, com 12.
Uma chapa Guarani Caiouá em Mato Grosso do Sul
A concentração de candidaturas de índios do PCO tem origem em Mato Grosso do Sul. Das 12 candidaturas do Partido no estado, 10 são de índios, todos do povo Guarani Caiouá. Eles ocupam integralmente a chapa majoritária — governador, vice-governadora, senador e primeiro suplente — e ainda três vagas de deputado federal e três de deputado estadual. São quatro mulheres e seis homens, entre trabalhadores rurais, um professor de ensino fundamental, um trabalhador da construção civil, estudantes e uma dona de casa.
O peso desse conjunto aparece quando se olha o País inteiro. Foram registradas 12 candidaturas de Guarani Caiuá em todo o território nacional, e 10 delas são do PCO. As outras duas pertencem ao PT e ao PSDB.
O mesmo vale para os cargos majoritários. Há apenas três candidaturas de índios a governador no País: a do PCO em Mato Grosso do Sul, a do PT na Bahia e a da Rede no Amazonas. Para vice-governador são dois, uma do PCO e outra do PSOL em Roraima. Para o Senado são quatro, entre elas a do PCO. O Partido também lidera as candidaturas aos governos estaduais em geral, com 18 registros, o maior número entre todas as legendas.
Os registros ainda podem ser impugnados ou incluídos até o julgamento final, marcado para 14 de setembro.



