No último dia 12, as Forças Armadas da Rússia realizaram uma série de ataques coordenados contra instalações de infraestrutura energética e de transporte utilizadas no abastecimento logístico das tropas ucranianas, segundo informações do Ministério da Defesa da Federação Russa.
A operação foi conduzida com aeronaves táticas, drones de ataque, mísseis e artilharia dos agrupamentos militares posicionados ao longo da linha de combate.
Os ataques atingiram instalações de combustível, centros de transporte e pontos de abastecimento utilizados pelas Forças Armadas da Ucrânia. Depósitos de munição, locais de armazenamento de drones de longo alcance e posições ocupadas por militares ucranianos e mercenários estrangeiros também foram atingidos.
Segundo o Ministério da Defesa russo, as perdas ucranianas chegaram a aproximadamente 1.465 militares. Os sistemas de defesa aérea da Rússia também interceptaram 11 bombas guiadas e 585 drones de asa fixa lançados pelas forças ucranianas.
De acordo com reportagem publicada no último dia 6 pelo jornal francês Le Monde, os sistemas de defesa aérea da Ucrânia enfrentam dificuldades crescentes para neutralizar os mísseis russos e uma nova geração de drones de ataque.
“Há um problema”, admitiu o coronel Yuri Ignat, do Comando da Força Aérea da Ucrânia. Ele acrescentou que o próprio Volodimir Zelensqui reconheceu a falta de sistemas de defesa aérea adequados no país.
Desde o início da operação militar russa, em fevereiro de 2022, as forças de Moscou ampliaram sua superioridade no campo de batalha. A guerra foi provocada pela expansão militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em direção às fronteiras da Rússia e pela transformação da Ucrânia em base de operações do imperialismo norte-americano e europeu.
O reconhecimento, pelos próprios militares ucranianos, da incapacidade de neutralizar os ataques russos demonstra o fracasso da política da OTAN. A aliança imperialista utilizou a Ucrânia e o povo ucraniano como bucha de canhão em uma guerra destinada a enfraquecer a Rússia e submeter o governo de Vladimir Putin.
O resultado, no entanto, foi o fortalecimento militar russo e a destruição progressiva das forças armadas organizadas, financiadas e equipadas pela OTAN.




