A Bulgária anunciou que não participa da chamada “coalizão dos dispostos”, grupo organizado pelos governos imperialistas da França e do Reino Unido para manter o envio de dinheiro e armas à Ucrânia.
O primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, declarou nesta terça-feira (14), durante entrevista coletiva na França, que o país não integra uma coalizão empenhada em prolongar a ajuda financeira e militar ao regime ucraniano.
“Não fornecemos ajuda desse tipo, porque acredito que a maneira de resolver esse conflito é por meio de um forte esforço diplomático para encerrar a escalada, e não prolongá-la por meios militares”, afirmou Radev à emissora búlgara bTV.
Na semana passada, o primeiro-ministro disse que a Bulgária havia esgotado sua capacidade de entregar armamentos. Segundo ele, o país já enviou 13 pacotes militares e não possui mais material para fornecer.
A decisão expõe as divisões na OTAN. Durante a reunião do bloco militar imperialista em Ancara, Bulgária, Eslováquia, Hungria e República Tcheca recusaram participar de um novo pacote de €70 bilhões destinado ao governo ucraniano, segundo o presidente eslovaco, Peter Pellegrini.
A coalizão organizada pela França e pelo Reino Unido também defende o envio de tropas à Ucrânia depois de um eventual cessar-fogo. A Rússia advertiu que militares da OTAN enviados ao território ucraniano serão considerados alvos legítimos.





