Nesse dia 5 de maio, foram apresentados os resultados do 1º trimestre de 2026 dos bancos Itaú/Unibanco e Bradesco e, como não poderia deixar de ser, o Brasil continua sendo o paraíso dos banqueiros.
A Demonstração Financeira do Banco Itaú/Unibanco, somente no primeiro trimestre de 2026, apresenta lucro líquido no valor da bagatela de R$ 12,282 bilhões, com alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com o relatório, “esse resultado se deu devido ao crescimento de 4,5% da margem financeira com clientes, em razão do maior mix de produtos, decorrente do crescimento relativo de produtos mais rentáveis, além do maior volume médio de crédito, principalmente das carteiras de imobiliário, consignado privado e de programas governamentais para pequenas e médias empresas” (site do Dieese, 6/5/2026).
No caso do Banco Bradesco, a situação vai no mesmo sentido. No 1º trimestre deste ano, o lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 6,811 bilhões, com alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e crescimento de 4,5% no trimestre. Uma questão que chama muito a atenção nos números apresentados, questão essa que não difere dos demais bancos, é que as receitas com prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias cresceram 8,0% em doze meses, totalizando R$ 7,9 bilhões. Em contrapartida, as despesas com a folha de pagamento, incluindo o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), aumentaram 4,1% no mesmo período, no valor de cerca de R$ 6,6 bilhões. Ou seja, as receitas secundárias do banco, além de cobrirem todas as despesas com pessoal, ainda deixam um troco para os parasitas de cerca de R$ 1,5 bilhão.
Por outro lado, enquanto os banqueiros parasitas lucram a rodo, a categoria bancária não só sofre com os ataques aos seus direitos e conquistas, mas vem sofrendo com a política de demissão em massa e, consequentemente, o contingente de trabalhadores bancários só decresce.
Tanto o Itaú/Unibanco quanto o Bradesco vêm adotando, através das famigeradas reestruturações, o fechamento de centenas de agências e dependências administrativas e, consequentemente, reduzindo o número de bancários. O Bradesco “encerrou o 1º trimestre de 2026 com 80.348 funcionários, sendo 68.822 bancários, com o fechamento de 3.107 postos de trabalho em doze meses. Entre os bancários, foram fechados 3.131 postos de trabalho no período. No trimestre, foram fechados 1.747 postos, sendo 1.738 de bancários […] Foram fechadas 346 agências, 1.053 postos de atendimento e 15 unidades de negócios em doze meses…” (idem). Já o Banco Itaú/Unibanco, “no 1º trimestre de 2026, a holding Itaú Unibanco contava com 81.659 empregados no país, com fechamento de 4.620 postos de trabalho em doze meses e de 1.034 postos no trimestre. Também foram fechadas 360 agências físicas no Brasil, em doze meses…” (idem).
Esses dados não deixam margem de dúvida de que os banqueiros são verdadeiros parasitas do povo brasileiro, vampiros que vivem à custa de sugar o sangue de toda a população e de lucrar com a superexploração e a miséria dos trabalhadores bancários.
É necessário deixar bem claro que essas máfias bancárias controlam a economia mundial e nacional. Os recentes números dos bancos Itaú/Unibanco e Bradesco refletem a espoliação sem limites da classe trabalhadora e de toda a riqueza nacional para alimentar o parasitismo de um sistema que não consegue mais produzir nem para alimentar a sua força de trabalho.
Somente a luta dos trabalhadores poderá barrar a ofensiva dos banqueiros contra a categoria bancária. As organizações dos trabalhadores devem chamar e organizar uma luta feroz contra essa política.





