A Conferência Distrital dos bancários de Brasília, que aconteceu no último final de semana, 8 e 9 de maio, na seda da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, teve como objetivo de debater e deliberar as pautas de reivindicações e estabelecer as prioridades, da base de Brasília, que serão levadas para os Congressos específicos dos bancos e para a Conferências Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, e irão acontecer em meados do mês de junho em São Paulo. Após o término dos trabalhos da Conferência Distrital, o Sindicato dos Bancários de Brasília realizou assembleia para a eleição dos delegados que irão representar o Distrito Federal nos eventos de São Paulo.
A Conferência Distrital, organizada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, diferentemente dos Congressos e da Conferência Nacionais, organizada pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), tem um formato mais democrático, com expressiva participação dos delegados e convidados, que inclusive, conforme regimento interno da Conferências Distrital, sugerido e aprovado, abriu a possibilidade desses observadores e convidados terem o direito de voz em todas as mesas, contrariamente ao que vem acontecendo sistematicamente nos encontros nacionais através de painéis intermináveis e cansativos onde apenas os figurões e a burocracia tem a prerrogativa de poder usar o microfone por horas, enquanto os bancários de base ficam restritos, olhe lá que muito das vezes nem isso, aos famigerados 3 minutos para defender uma tese ou uma proposta.
A dinâmica da Conferência Distrital se deu através de um intenso debate com os trabalhadores da base presentes e dos representantes das diversas forças políticas na categoria. Primeiramente foi realizado dos debates por grupos dos bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco de Brasília, Bancos Privados) para discutir as pautas específicas de cada banco, para, em seguida, na plenária final discutir e aprovar as reivindicações de Brasília para serem defendidas na Conferência Nacional, cujo objetivo é fazer parte da pauta de reivindicação a ser levada junto à mesa de negociação com os banqueiros na CCT 2026 (Convenção Coletiva de Trabalho). Umas das pautas a serem levadas, dentre tantas outras, estão a propostas de um piso salarial para toda a categoria de R$ 7.612,00 (piso do Dieese), recuperação das perdas salariais e ganho real de 10%.
Um dos pontos mais destaque desses dois dias de discussão e deliberação das propostas de Brasília para a Campanha Salarial da Categoria Bancária, e aí mostra o grau de disposição de luta dos bancários para o próximo período, foi a aprovação das moções apresentadas pela Corrente Sindical Nacional Causa Operária, Bancários em Luta, que esteve presente com a sua delegação, cujo teor é o apoio da Conferência à República Islâmica do Irã e ao povo iraniano ao expressar o total apoio al legítimo direito da República Islâmica do Irã de defender-se contra qualquer forma de agressão e o seu direito de alto defesa diante de um ataque externo; que “a defesa do Irã é hoje uma tarefa central para todos os povos oprimidos. O país é o principal inimigo do imperialismo no Oriente Próximo. Sua firmeza em não ceder às chantagens imperialistas fortalece a luta de todos os que enfrentam o domínio estrangeiro”.
Também foi aprovada a moção de repúdio ao sequestro do ativista brasileiro, Thiago Ávila, pelo Estado Sionista de “Israel” que, além de exigir a libertação de Thiago, expõe a necessidade do governo Lula de romper todas as relações com “Israel”, diplomáticas e comerciais (até aquele momento Thiago Ávila não havia sido libertado).
O espírito de luta demonstrado pela plenária da Conferência Distrital demonstra que estão colocadas as condições para que os trabalhadores bancários intervenham apresentando uma política própria, uma alternativa dos explorados, para colocar abaixo a ofensiva reacionária dos banqueiros e seus governos. Para isso as organizações de luta dos trabalhadores precisam intervir com uma clara orientação política que englobe todas as lutas parciais e reivindicações dos trabalhadores.





