Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de Belo Horizonte e região metropolitana aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta quinta-feira (10).
A decisão foi tomada depois que os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas pelas direções dos dois bancos.
Na Caixa, 93,5% dos participantes recusaram a proposta e 68,2% votaram pela paralisação. No Banco do Brasil, 81% rejeitaram o acordo apresentado. A greve recebeu 47,1% dos votos, contra 43,9% favoráveis à continuidade das negociações sem paralisação.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região, Ramon Silva Rocha Peres, afirmou:
“Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil decidiram pela paralisação porque entendem que as propostas apresentadas nas mesas de negociação são insuficientes para que possam assinar uma convenção coletiva e os acordos coletivos.”
O sindicato representa trabalhadores da capital e de outras 54 cidades.
Na Caixa, um dos principais pontos de conflito é o Saúde Caixa. A proposta aumenta de 3,5% para 4,5% a contribuição de aposentados e pensionistas, eleva de R$480,00 para R$660,00 a cobrança por dependente e amplia de 7% para 9% o teto de contribuição familiar.
No Banco do Brasil, as reivindicações envolvem salários, carreira, participação nos lucros, assistência à saúde e outros benefícios.
O sindicato estima que mais de 70% das atividades da Caixa poderão parar na região metropolitana. No BB, a expectativa é de adesão entre 50% e 60%.
Os trabalhadores marcaram um ato diante da agência Séculos da Caixa, no centro de Belo Horizonte.
Ramon explicou o objetivo da paralisação:
“A greve é para a gente poder pressionar a Caixa Econômica e pressionar o Banco do Brasil para que eles voltem para a mesa de negociação, para que eles melhorem a proposta.”
A greve é a principal arma dos bancários para impor uma negociação real às direções de duas instituições que movimentam bilhões enquanto procuram transferir aos funcionários parte crescente dos custos de planos, benefícios e condições de trabalho.





