As Forças Armadas do Iêmen anunciaram uma grande operação contra instalações militares e petrolíferas da Arábia Saudita em resposta a 121 bombardeios realizados pelos sauditas durante três dias.
O porta-voz militar iemenita, brigadeiro-general Yahia Saree, afirmou que os ataques partiram principalmente das bases aéreas Rei Khalid, em Khamis Mushait, e Rei Fahd, em Taif.
Foram atingidas as províncias de Marib, al-Baida, Hodeida, Taiz e al-Jauf.
As forças iemenitas denunciaram ainda um ataque contra a prisão central de al-Hazm, em al-Jauf. Presos, mulheres e crianças que visitavam o estabelecimento teriam morrido.
Em resposta, o Iêmen lançou dezenas de mísseis balísticos e drones contra instalações da Aramco em Abha, Najran e Jizã, além da Base Aérea de Khamis Mushait e outros alvos.
O comando militar afirmou que os projéteis atingiram diretamente os objetivos e provocaram danos nas instalações.
Saree declarou que os ataques sauditas atendem aos interesses dos Estados Unidos e de “Israel” na região.
As Forças Armadas advertiram:
“Toda agressão contra nosso país e nosso povo será respondida com firmeza, e não hesitaremos em lançar golpes mais duros e mais amplos contra o inimigo saudita.”
O comando anunciou que manterá os ataques contra instalações militares e pontos estratégicos sauditas enquanto continuarem os bombardeios e o bloqueio imposto ao país.
A Arábia Saudita iniciou sua intervenção militar no Iêmen em 2015, apoiada pelos Estados Unidos e outras potências. Bombardeios e bloqueios destruíram infraestrutura e agravaram a fome entre milhões de pessoas.
Mesmo diante da enorme superioridade material de seus adversários, as forças iemenitas desenvolveram mísseis e drones capazes de atingir bases e instalações petrolíferas no interior do território saudita.





