Pais e estudantes saíram às ruas no Azerbaijão depois que alunas usando hijabe foram impedidas de entrar em escolas públicas. Professoras também teriam sido barradas, segundo relatos publicados pela Al Mayadeen. O Ministério do Interior anunciou dezenas de prisões durante as manifestações.
As autoridades alteraram as regras de uniforme escolar em 21/9. A norma não menciona o hijabe, mas veda roupas fora do padrão fixado ou consideradas incompatíveis com os princípios laicos da educação pública. Quando a fiscalização começou em Bacu, em 9/10, surgiram os primeiros relatos de estudantes afastadas das aulas.
A reação alcançou outras localidades. Em Khokhmeli, pais ameaçaram retirar também seus filhos homens da escola caso as meninas continuassem impedidas de frequentá-la. Estudantes participaram de atos de solidariedade. A Associação de Estudiosos Palestinos pediu às autoridades a revisão das restrições e a garantia de acesso às aulas.
A escolha de usar o véu pertence à mulher. Uma escola pública pode estabelecer regras de ensino sem determinar que uma aluna abandone sua prática religiosa para entrar na sala. Ao barrar estudantes, as autoridades transformaram uma norma de vestuário em punição que atinge diretamente sua educação.
As famílias reivindicam o retorno das meninas às aulas e o fim das restrições impostas às professoras. As prisões de manifestantes acrescentaram a repressão policial a uma disputa que começou na porta das escolas.




