No Mackenzie, em São Paulo, estudantes convocaram uma assembleia de apoio a Lula. A reitoria respondeu proibindo atos partidários no campus de Higienópolis. Alegou falta de autorização prévia e preocupação com a segurança. A decisão atingiu também qualquer outro grupo que pretendesse fazer atividade eleitoral dentro da universidade.
A PUC-Rio adotou medida semelhante. Alunos favoráveis a Flávio Bolsonaro e a Lula haviam marcado atos para a mesma terça-feira (13/10). A direção suspendeu os eventos político-partidários no campus até o fim do período eleitoral, e os grupos se manifestaram do lado de fora. A possibilidade de que adversários se encontrassem foi suficiente para a reitoria proibir previamente a atividade de todos.
A proibição não resolve divergências políticas entre estudantes. Transfere para a administração universitária o poder de decidir quando eles podem se reunir e apresentar suas posições. Uma assembleia, a distribuição de um panfleto ou um ato eleitoral são formas comuns de participação na vida da universidade.
O Diário Causa Operária já condenou o veto da PUC-Rio quando os primeiros alunos a protestar contra ele eram apoiadores de Flávio. A posição vale igualmente para o Mackenzie e para os estudantes petistas atingidos ali. Defender a liberdade de manifestação exige enfrentar as ideias da direita em público, com organização e argumentos, sem pedir que um reitor silencie os adversários.





