Conforme informado por autoridades palestinas locais, neste domingo, o vilarejo de al-Nu’man, localizado a leste da cidade de Bethlehem (Cisjordânia), foi invadido por tropas das forças israelenses de ocupação e autoridades israelenses que administram a parte ocupada de Jerusalém.
Tais autoridades colocaram avisos em 45 residências palestinas, avisando para os palestinos as abandonarem, pois elas serão demolidas. Segundo noticiado pela agência de notícias Wafa, o pretexto utilizado por “Israel” é de que as residências teriam sido construídas sem permissão da ocupação, justificativa absurda, pois a entidade ocupante sempre se recusa a fornecer a fornecer essas permissões. Além disto, segundo informações do chefe do vilarejo de al-Nu’man, Jamal al-Darawi, muitas das residências foram construídas antes de 1948, sendo que a construção mais recente é de 1993.
Nas residências moram cerca de 150 palestinos, e “Israel” busca a demolição para expandir a municipalidade israelense de Jerusalém, expandindo o território controlado pela entidade sionista. Embora a demolição de residências palestinas venha ocorrendo há anos, a nova ordem faz parte da ofensiva de “Israel” contra a Cisjordânia, uma tentativa de reverter a derrota humilhante sofrida na Faixa de Gaza.
Conforme noticiado pelo The Cradle, citando informações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 1.058 imóveis foram demolidos pelos sionistas em 2024, na Área C da Cisjordânia, afetando aproximadamente 38 mil palestinos.
A política de demolições serve diretamente aos colonos sionistas da Cisjordânia, principal base da extrema-direita israelense. Segundo dados recentes, mais de 700 mil colonos ocupam ilegalmente parte do território da Cisjordânia e de Jerusalém.


