Margem Equatorial

Folha explica para as crianças que petróleo não tem que ser nosso

Usando falsos argumentos ambientalistas, o jornal pró-imperialista quer convencer em sua seção infantil que a exploração da Margem Equatorial é ruim

A Folha de S. Paulo dedicou um artigo na seção infantil do jornal para explicar, segundo sua visão, Por que a margem equatorial está dando tanto o que falar?. O texto foi publicado no último dia 31 de março e, no momento em que o governo Lula parece estar vencendo, ainda que com muita dificuldade, os entraves do imperialismo infiltrado nos pseudo ecologistas do IBAMA, quer convencer as pobres criancinhas brasileiras de que o melhor é não ter petróleo.

Para isso, a Folha apela para o amor à natureza que as crianças podem desenvolver logo cedo:

“Você já sabe que o litoral brasileiro tem milhares de praias incríveis. Mas nessa parte do litoral, o cenário é outro. Em vez de praia, o litoral por lá é formado por gigantescos manguezais, um ecossistema de transição entre os biomas terrestres e marinhos. Os manguezais têm árvores de raízes enormes, que se entremeiam umas às outras. Esse emaranhado de raízes, adaptadas à água salgada, amortece as variações de maré, impedindo que a água do mar inunde o continente. Eles também são a casa de uma infinidade de espécies que vivem por ali, dentro e fora da água.”

Realmente os manguezais são esplêndidos e sua biodiversidade maravilhosa. Vejam só, crianças, os maldosos que querem explorar o petróleo estão ameaçando essas maravilhas da natureza, que absurdo!

A Folha e os pseudo ecologistas não explicam que a extração do petróleo na região, segundo a Petrobrás, se daria a 500 km da costa, quase a distância entre São Paulo e Belo Horizonte. A integridade dos manguezais, nesse caso, não estaria tão ameaçada assim.

Mas não são apenas os manguezais, “Logo depois da descoberta da Guiana, pesquisadores também descobriram um grande sistema de recife de corais a cerca de cem quilômetros de distância do continente, que vai do litoral do Maranhão até a Guiana Francesa. É uma descoberta tão recente, em um lugar tão remoto, que ainda não foi possível dar conta de toda a biodiversidade do local.” Também os corais que – vejam só que coincidência! – foram descobertos bem no momento em que o petróleo foi descoberto, são seres vivos maravilhosos, dignos de serem preservados e estudados. Mas também eles ficam a 100 km da costa apenas, a princípio, eles não correm grande risco.

Os coraçãozinhos das crianças devem estar chorando de preocupação ao lerem essa comovente matéria da Folha, um jornal isento de interesses econômicos, que se preocupa apenas com o bem-estar do povo e com o meio ambiente.

“O que os ambientalistas temem, caso o governo resolva explorar a margem equatorial, é o risco de derramamento —não tão incomuns quando falamos de extração de petróleo. Talvez você se lembre de tragédias recentes em que acidentes em plataformas fizeram com que o óleo se espalhasse pelo mar e pelas praias, destruindo habitats inteiros.” Aqui também podemos ver as crianças brasileiras aflitas, pensando na catástrofe que seria se houvesse um derramamento. O que a Folha e esses “ambientalistas” não escondem das pobres criancinhas ingênuas é que as estatísticas de acidentes da Petrobrás são baixíssimas. Por exemplo, o derramamento de petróleo na costa brasileiro de 2019, considerado o maior da história no País, veio do petroleiro Bouboulina, de bandeira grega, ou seja, não teve nada a ver com a Petrobrás e a estatal brasileira não está envolvida em nenhum dos piores acidentes da história.

Mesmo assim os acidentes podem acontecer e normalmente acontecem quando falta estrutura, quando o investimento é pouco ou quando há sabotagem de partes poderosas interessadas na desgraça da empresa. A Folha poderia ensinar isso para as crianças, mas isso não interessante.

A Folha poderia explicar que a exploração do petróleo trará muita riqueza para o Brasil, em particular para os estados onde está localizada a Margem Equatorial, alguns dos mais pobres do País. E com essa riqueza, a Petrobrás poderia, inclusive, aprimorar ainda mais sua tecnologia para que acidentes sejam ainda mais raros. Essa lição as crianças não vão receber.

“O outro impasse dessa história tem a ver com o momento atual do planeta, que busca fazer a chamada transição energética. A ideia aqui é apostar em fontes renováveis e sustentáveis, substituindo o uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, que são poluentes. Ou seja: se não queremos mais usar o petróleo, será que faz sentido investir em mais petróleo?”

Esse impasse é falso e uma coisa não exclui a outra. Se for bom para o desenvolvimento tecnológico do país, pode-se desenvolver qualquer tipo de energia, mas isso não implica, como querem os ambientalistas, em abandonar a principal delas, o petróleo.

O artigo diz que a Guiana e o Suriname estão “podres de rico” com a descoberta do petróleo lá. É o mesmo produto da Margem Equatorial e os estados brasileiro poderiam também ficar ainda mais ricos do que nossos vizinhos. Isso precisaria explicar para as crianças, principalmente para as que moram naqueles estados e sofrem com a pobreza da região. As que leem a Folha talvez realmente não consigam entender o problema.

Fica aqui uma dica importante para as crianças e os pais. Não leiam a Folha de S. Paulo, que mente e é inimiga do Brasil. Leiam Monteiro Lobato, um dos maiores escritores de literatura infantil do mundo, e que defendia o nosso petróleo com unhas e dentes e que enfrentou, em sua época, essas mesmas mentiras que a Folha conta hoje.

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