Palestina

Crianças que ‘Israel’ não assassina ficam traumatizadas

Dados de organizações internacionais da saúde apontam para grave trauma e dano psicológico em crianças na Faixa de Gaza causados pelas forças de ocupação de "Israel"

Crianças palestinas

Segundo informações do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, o número de palestinos mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023 subiu para 27.585, com 66.978 outros sofrendo ferimentos. A pasta divulgou, em comunicado à imprensa na última terça-feira (6), que, em 24 horas, as forças israelenses causaram a morte de 107 palestinos e deixaram outros 143 feridos.

Cerca de um terço do número de mortos e feridos, que seria de aproximadamente 95 mil, são crianças e mulheres. O problema é que, além dos mortos, aqueles que ficam vivos são submetidos a profundos traumas provenientes da guerra e das dificuldades enfrentadas diariamente, como a fome, falta de moradia, falta de saneamento, entre outras coisas.

Para todos os civis que lá residem, principalmente para as crianças, a situação encontrada na Faixa de Gaza tem sido crítica. Conforme o Fundo das Nações Unidas para a Infância, desde 7 de outubro, mais de 1,7 milhão de pessoas foram deslocadas devido aos bombardeios israelenses, e destes 1,7 milhão, 17.000 são crianças agora desacompanhadas ou separadas de suas famílias devido à perda de pais e responsáveis nos ataques do exército sionista, todas estas sofrendo de profundos traumas tanto psicológicos quanto físicos, como a amputação de seus membros (realizada sem anestesia pela falta de medicamento nos hospitais de Gaza) devido a feridas irreversíveis.

Além disso, a UNICEF afirma que 1,1 milhão de crianças palestinas, ou seja, praticamente todas, necessitam de apoio à saúde mental e psicossocial devido à escalada do conflito contra os civis por parte de “Israel”. Trabalhadores da UNICEF relataram ter conhecido crianças que “apresentam sintomas como nível extremamente alto de ansiedade persistente, perda de apetite, não conseguem dormir, têm explosões emocionais ou entram em pânico sempre que ouvem um bombardeio”.

Apesar das afirmações das forças de ocupação israelenses e seus apoiadores, os ataques são puramente focados em devastar a população civil da Faixa de Gaza, inclusive psicologicamente. As forças de ocupação buscam quebrar o psicológico como ferramenta do genocídio em curso.

Jonathan Crickx, da UNICEF na Palestina, destacou que as crianças que estão desacompanhadas ou separadas das famílias sofrem traumas graves. Ele compartilhou histórias como a de Razan, uma menina cuja família foi morta em um ataque, deixando-a com graves ferimentos. A situação em Gaza é desesperadora, com todas as crianças precisando de apoio mental. O governo israelense enfrenta acusações de genocídio, enquanto as vítimas inocentes sofrem.

“Mais da metade delas perdeu um membro da família nesta guerra. Três perderam um dos pais, dos quais, dois perderam tanto a mãe quanto o pai. Por trás de cada uma dessas estatísticas, há uma criança que está se adaptando a esta nova realidade horrível”, afirmou Jonathan Crickx.

O impacto dos ataques a hospitais, ambulâncias e clínicas pelo exército israelense contribuem para que o sistema de saúde estabelecido em Gaza entre em colapso, causando cada vez mais sofrimento às vítimas dos bombardeios, muitas delas crianças, que têm de ser operadas sem equipamentos próprios ou medicamentos como anestésicos ou antibióticos. Além disso, continuando seu crime contra a juventude palestina, “Israel” causou dano significativo às estruturas de ensino da região, afetando milhares de professores e estudantes. 

A situação se agrava quando se põe em perspectiva a destruição de quase toda a infraestrutura de saúde pública de Gaza. De acordo com um relatório publicado pela secretaria de imprensa do governo de Gaza já foram 23 hospitais, 57 clínicas e 89 ambulâncias destruídas até o fechamento desta edição. Dentre os mortos e feridos, ainda há 524 profissionais de saúde.

Estima-se que 90% da população de Gaza, cerca de 1,9 milhão de pessoas, tenha sido deslocada de seus lares, e a esse número se adicionam os 67.946 lares palestinos que foram completamente destruídos e os 179.750 que se encontram parcialmente destruídos e inabitáveis. Cerca de 70% da infraestrutura civil de Gaza já foi danificada ou destruída, em número comparável aos 69% resultantes do bombardeio atômico em Hiroxima há 79 anos.

A intensidade dos ataques é tanta que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a declarar que uma missão humanitária em Gaza seria “impossível”, e que a região é “inabitável”, mostrando como o objetivo dos invasores sionistas é, de fato, varrer o local do mapa, junto com sua população. A escala da destruição empregada pelos bombardeios já equivale a mais de três bombas nucleares como a que foi usada pelos Estados Unidos no ataque aos civis da cidade de Hiroxima, no Japão, e dezenas de milhares de mísseis e bombas com enormes cargas explosivas já foram jogadas sobre a população de Gaza.

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