Ricardo Rabelo

Ricardo Rabelo é economista e militante pelo socialismo. Graduado em Ciência Econômicas pela UFMG (1975), também possui especialização em Informática na Educação pela PUC – MINAS (1996). Além disso, possui mestrado em sociologia pela FAFICH UFMG (1983) e doutorado em Comunicação pela UFRJ (2002). Entre 1986 e 2019, foi professor titular de Economia da PUC – MINAS. Foi membro de Corpo Editorial da Revista Economia & Gestão PUC – MINAS.

Coluna

EUA: entre o céu e o inferno

"Kissinger foi um cavaleiro do Apocalipse, montou o cavalo da Morte nos 100 anos que viveu e seguiu para o Inferno"

Nesse 2023 a classe operária norte-americana superou os últimos quarenta nos de pesadas derrotas e deu passos enormes no sentido da afirmação de seu papel histórico na luta de classes.

Neste ano as greves nos EUA ocorreram por muito mais tempo do que nas duas décadas anteriores. Estas greves abrangeram uma grande massa de trabalhadores de todas as etnias e gerações e principalmente alcançaram vitórias que pareciam impossíveis no ano passado. Elas revelaram um grande vigor e capacidade de luta dos trabalhadores que não se assistia há muito tempo. 

Algumas categorias estiveram na liderança das organizações de piquetes massivos e grandes manifestações, a começar pelos roteiristas e atores de Hollywood, seguidos pelos profissionais de saúde, professores e trabalhadores das grandes montadoras de automóveis. Essas características de grandes mobilizações mostram uma grande radicalização em relação às greves anteriores, completamente diferentes das greves do passado, com limitados piquetes, impostos pelas decisões judiciais favoráveis às empresas, que substituem os trabalhadores em greve e determinavam grandes derrotas do movimento. 

De acordo com dados tomando como base a data de 14 de novembro, ocorreram este ano 366 paralisações de trabalho nos EUA, abaixo, portanto, das 424 paralisações de trabalho em 2022. O dado importante, no entanto, é que participaram destas greves cerca de meio milhão de trabalhadores em 2023, mais do que o dobro dos 224 mil do ano passado.

A verdade é que as características fundamentais da luta de classes nos EUA mudaram profundamente. Em 1993 houve um número semelhante de trabalhadores em greve nos EUA, mas naquela época a resistência à ofensiva patronal que ocorria desde 1979 não foi bastante para enfrentar ofensiva do grande capital. Os trabalhadores da Caterpillar, Bridgestone/Firestone e Staley conheceram grandes derrotas, que ainda influenciam o movimento dos trabalhadores até hoje. [1]

O avanço atual da capacidade de luta da classe trabalhadora

Tudo, na verdade, começou em 2022 quando as empresas ferroviárias fizeram um pré-acordo com todos os sindicatos ferroviários em setembro, que foi barrado pela rejeição do acordo por 4 dos 12 sindicatos que possuíam a maior base da categoria. A reivindicação mais importante era o auxílio-doença remunerado que as empresas, que estavam obtendo grandes lucros, negaram a sua concessão. O governo Biden lançou mão da Lei do Trabalho Ferroviário (1926) , que dá autorização ao Congresso para barrar a greve no setor. Mostrando com as instituições funcionam bem nos EUA, um projeto de lei que proporcionava sete dias de licença médica foi derrotado no Senado, ficando os trabalhadores sem nenhum dia de licença médica.

As greves deste ano (e a “semi greve” dos 340 mil trabalhadores da UPS no final de julho) foram lutas de grande alcance, facilitando sua exposição na mídia, revelando amplamente os baixos salários e as más condições de trabalho. As greves no setor automobilístico e dos Teamsters(trabalhadores de colarinho azul e branco) foram importantes para mostrar o ressurgimento de trabalhadores em indústrias-chave no centro da luta de classes após muitos anos de ausência.

A opinião pública mostrou-se favorável ao movimento numa proporção de dois para um, a mesma que apoia os sindicatos em geral, apoio que é maior do que em qualquer momento desde a década de sessenta. Estes fatos mostram um crescimento da consciência política na população.

Existe nos EUA uma onda de revolta dos trabalhadores devido aos chocantes e enormes lucros das empresas, salários altíssimos da alta direção, baixos salários dos trabalhadores e más condições de trabalho– e a classe trabalhadora acaba por se identificar com os grevistas: roteiristas e atores de Hollywood ; Motoristas de caminhões ; trabalhadores do setor automobilístico cujos salários reais (corrigidos pela inflação) caíram quase 20% desde 2008. 

Importantes e inéditas vitórias

Em agosto, 15 mil pilotos da American Airlines obtiveram aumentos salariais de 46% para os próximos quatro anos. Os UPS Teamsters receberam aumentos de US$7,50 por hora pelos próximos cinco anos, enquanto o salário dos motoristas subiu para US$49 por hora e os trabalhadores de meio período receberam um aumento salarial médio de 48%.

No final de uma greve de três dias no início deste mês, 85.000 trabalhadores da Kaiser Permanente (empresa de serviços de saúde) obtiveram aumentos de 21%, bem como um salário-mínimo de US$ 25 para os trabalhadores da Kaiser na Califórnia. Em março, 30.000 trabalhadores do distrito escolar de Los Angeles – motoristas de ônibus, trabalhadores de lanchonetes e auxiliares de professores – ganharam um aumento salarial de 30% para os próximos quatro anos. No Oregon, 1.400 enfermeiros do Hospital Providence de Portland receberam aumentos entre 17% e 27% para os próximos dois anos.

Os trabalhadores, no entanto, não obtiveram tudo o que reivindicavam, mas obrigaram os capitalistas a não manter exigências absurdas das quais nunca abriram mão. Roteiristas e atores de Hollywood se mantiveram um grande período paralisados até que os estúdios de cinema aceitassem incluir no acordo itens sobre streaming e receita gerada por Inteligência Artificial. A greve do UAW (United Auto Workers) não foi capaz de reaver aposentadorias ou assistência médica para aposentados, mas permaneceu intransigente até obter o COLA (Cost Of Living Allowance (reajuste salarial pelo custo de vida) e a representação sindical da UAW em algumas fábricas de veículos elétricos (EV), o que permitirá que o sindicato possa influenciar nas decisões das empresas.

O acordo não atendeu às todas as necessidades dos trabalhadores. Depois das enormes perdas do período anterior de despotismo empresarial. A perda foi maior para os trabalhadores automotivos mais antigos, que votaram contra o novo acordo, apesar dos ganhos que ele proporcionou. Apesar de que o acordo tenha sido ratificado por 64% dos trabalhadores das três grandes montadoras, o apoio por fábrica teve grande variações. Enquanto 68,8% dos trabalhadores da Stellantis e 69,3% dos trabalhadores da Ford votaram a favor, o acordo foi apoiado por apenas 54,7% na GM. Significativamente, sete das 11 fábricas de montagem da GM nos EUA rejeitaram o acordo. Isto porque o peso dos trabalhadores veteranos é maior na GM. Além das perdas passadas, as montadoras não queriam restabelecer as aposentadorias e os cuidados de saúde tradicionais após a aposentadoria. 

Por que a luta avançou agora?

No final da década de 1970, o grande capital, devidamente representado por seus dois partidos no poder, o Democrata e o Republicano, lançou uma grande ofensiva contra o padrão de vida e a organização da classe trabalhadora, com todo apoio da intelectualidade e da grande mídia. Essa ofensiva brutal foi vendida como uma “imposição dos novos tempos, da modernidade” e foi chamada de “neoliberalismo” e sua irmã gêmea, a globalização, – prosperidade para os ricos, austeridade para a classe trabalhadora e para os países ditos “periféricos”. A era das ilusões para os trabalhadores está acabando, mas as classes dominantes e o imperialismo continuam a insistir na agressão aos direitos dos trabalhadores. Mas o ódio de classe acumulado colocou-se em movimento quando os trabalhadores, principalmente os mais jovens, viram que a única forma de se opor à podridão do sistema econômico e político reinante era através da luta e começaram a vislumbrar a possibilidade de vencer através da greve, com novas lideranças, novas táticas e métodos de luta.

Além disso, cresceu e se generalizou uma consciência de classe de que as empresas não são “amigas” dos trabalhadores, mas sim exploradoras e que por isso estão acumulando lucros enormes, aumentando enormemente a remuneração de executivos e investidores (dividendos) em níveis impressionantes, e que continuavam se negando a pagar salários e benefícios para aqueles que geram esses lucros.

A pandemia tornou evidente as atrocidades cometidas pelos capitalistas quando os “trabalhadores essenciais”, foram obrigados a arriscar suas vidas sem qualquer recompensa adicional, enquanto os lucros dos capitalistas aumentaram fantasticamente.

Outro fator importante foi o aumento constante dos preços, que apesar de certa redução em relação ao período da pandemia ainda estão mais altos do que antes da pandemia, e os salários estão longe de compensar o aumento do custo de itens de primeira necessidade, como alimentação e moradia.

De acordo com o Economic Policy Institute (EPI) os lucros dos “três grandes” da indústria automobilística – Ford, General Motors e Stellantis – tiveram o espantoso crescimento de 92% entre 2013 e 2022, atingindo um total de US$ 250 bilhões. As previsões para 2023 preveem mais de US$ 32 bilhões em lucros adicionais. – A remuneração dos CEOs destas empresas aumentou 40% no mesmo período, com as empresas distribuindo quase US$ 66 bilhões em dividendos aos acionistas e recompra de ações.

– As perdas dos trabalhadores do setor automotivo na crise da indústria de 2008 nunca foram compensadas, incluindo a eliminação da indexação pelo custo de vida. Devido a isso, os salários dos trabalhadores do setor, sindicalizados e não sindicalizados, ficaram cada vez mais abaixo da inflação. Assim, o salário médio real por hora diminuiu 19,3% desde 2008, ou seja, houve um aumento extraordinário da mais-valia arrancada pelos capitalistas também pelo aumento das jornadas de trabalho, o que configura uma situação de super exploração da força de trabalho nas principais indústrias do país capitalista mais rico do mundo.

O absurdo é ainda maior quando se sabe que as Três Grandes estão em vias de receber subsídios recordes do governo, pagos pelos trabalhadores, para incentivar a expansão da produção de veículos elétricos (EV). De acordo com a EPI e o UAW, “as políticas de transição de veículos elétricos e o potencial econômico e climático que prometem não serão apoiados se os trabalhadores e as comunidades de veículos elétricos forem novamente obrigados a sacrificar empregos de qualidade”.

A taxa de desemprego está abaixo de 4%, reduzindo o risco de participar de uma greve, principalmente para os milhões de trabalhadores cujos salários e condições de trabalho atuais não diferem muito dos de outros empregos de fácil acesso. Outro fator que incentiva a greve é o fato que a indústria está em expansão, seja pela adoção de novas tecnologias, seja pelo incentivo do governo com subsídios, como é o caso dos carros elétricos.

Outro fator, na verdade o principal, é o papel das novas lideranças em estimular a mobilização. O presidente da Teamsters, Sean O’Brien, e o presidente da UAW, Shawn Fain, concorreram como candidatos a favor da mobilização, usando a linguagem da luta de classes e expressando sua disposição de lutar contra os patrões para obter o que seus membros têm direito. Após a vitória do sindicato, Shawn Fain declarou sem rodeios esta é “uma reviravolta na paralisia da luta de classes que assola este país há 40 anos”.

Shawn Fain venceu as eleições porque, pela primeira vez em sua história, o UAW permitiu que todos os seus membros elegessem diretamente a direção do sindicato. Fain venceu (em março de 2023) por uma margem muito estreita. Sua lista “UAW Members United” conseguiu destituir a burocrática e corrupta “bancada administrativa” que comandou o UAW por mais de 70 anos.

Essa nova liderança adotou a tática da greve stand-up, apoiando-se na experiência da greve de Flint que, no inverno de 1936-1937, foi vitoriosa em obrigar a General Motors Corporation a reconhecer o UAW como representante dos trabalhadores nas negociações. Nessa greve o atual UAW convocou mobilizações nas três montadoras, mas organizou paralisações em datas que o sindicato agendasse, deixando as três empresas esperando para ver qual fábrica eles paralisariam depois. A iniciativa foi sempre dos trabalhadores, com as empresas tendo que esperar a decisão do sindicato de onde haveria greve. Essa estratégia deu certo, mas a greve ainda durou seis semanas até que o sindicato obtivesse uma vitória.

O que está por vir

A greve dos trabalhadores no setor automotivo dos EUA mostrou que é muito importante estabelecer novas formas de luta que não eram usadas pelos sindicalistas até agora. Shawn Fain disse numa entrevista que “um dos nossos principais objetivos após essa vitória histórica é nos organizarmos como nunca fizemos antes. A estratégia para 2028 prevê também uma maior generalização do movimento dos trabalhadores, mais além de uma ou outra categoria.

 A equipe de negociação da UAW fez com que a data de renegociação do contrato fosse mudada para 30 de abril de 2028, o que vai possibilitar que o primeiro dia da greve, se houver, coincida com 1º de maio daquele ano. A ideia é que os outros sindicatos façam o mesmo, para que o maior número possível de sindicatos possa ser mobilizado nesta data que recupera a memória das lutas passadas dos trabalhadores. 

O presidente do UAW acrescentou: “Se realmente queremos enfrentar a classe dos bilionários e reconstruir a economia para que ela comece a trabalhar em benefício de muitos e não de poucos, é importante que não apenas façamos greve, mas façamos greve juntos”. O acerto dessa ideia foi demonstrada na prática nessa greve recente. As montadoras estrangeiras cujas fábricas não têm sindicatos – Hyundai, Toyota e Honda – aumentaram imediatamente os salários de seus trabalhadores após a vitória do UAW, na esperança de evitar o ímpeto sindical dentro de suas próprias empresas. Toyota, Nissan, Volkswagen, Mercedes-Benz, Honda, Tesla e Hyundai ainda não têm sindicatos e, a menos que seus trabalhadores consigam se sindicalizar superando barreiras legais e internas à sindicalização, continuarão pressionando os salários para baixo. E é previsível que essas empresas lutem com afinco contra qualquer nova tentativa de sindicalização em suas fábricas. Sem dúvida, os gestores das empresas têm acompanhado de perto o aumento de militância da classe trabalhadora nos últimos meses e estarão elaborando suas próprias estratégias para se opor a qualquer mudança no equilíbrio de poder entre as classes que lhes convinha tão bem nas últimas décadas. 

 A famosa frase de que a classe operária vai ao paraíso talvez não pareça hoje tão antiga e irônica como muitas lideranças atrasadas do movimento sindical não se cansam de repetir. Uma radical mudança no imobilismo e burocratismo é necessária também no Brasil, onde vemos um movimento sindical paralisado pela inatividade de suas lideranças, com honrosas exceções. O que é realmente irônico é que o movimento sindical norte-americano, sempre visto como cristalizado na sua vinculação com as direções das empresas sirvam de exemplo para o antes vivo e criativo movimento sindical brasileiro.

Cessar fogo já!

O movimento pelo cessar-fogo na Palestina ampliou-se significativamente em 1º. De Dezembro, quando os United Auto Workers anunciaram seu apoio numa manifestação em frente à Casa Branca. A adesão do maior sindicato nacional dos EUA ao pedido de cessar-fogo significa uma grande vitória para a solidariedade entre os movimentos dos trabalhadores e a Palestina. O sindicato fez o anúncio ao lado de organizadores palestinos e ativistas de solidariedade que estão em greve de fome de uma semana para exigir um cessar-fogo imediato.

Dada a avalanche de apoio internacional a um cessar-fogo permanente e a devastação que a campanha genocida dos militares israelenses já causou em Gaza, pode parecer chocante que o cessar-fogo temporário terminasse e o governo de Israel ordenasse a retomada dos ataques aéreos. A verdade é que o governo israelense está sentindo a imensa pressão internacional por um cessar-fogo permanente. O tempo para que o governo e os militares israelenses continuem sua campanha genocida em Gaza está terminando. Por isto o massacre e a destruição foram reiniciados com a máxima presteza.

Mas enquanto eles estão lutando para destruir os prédios e assassinar covardemente o maior número de vidas possível, nosso movimento pelo cessar-fogo e pela libertação palestina está lutando do lado da vida e está crescendo cada vez mais. Também nesse caso é preciso que a CUT e os seus maiores sindicatos abandonem seu imobilismo e letargia para barrar o genocídio israelense. Também o governo Lula tem que sair de discursos chorosos para a ação prática que cabe a um governo dos trabalhadores, rompendo relações diplomáticas e denunciando os famigerados acordos do governo Bolsonaro com o governo assassino e fascista de Israel. Os trabalhadores estadunidenses estão dando o exemplo e a pressão está começando a funcionar, mas está claro que o governo israelense está inclinado ao genocídio, ao massacre do povo palestino. É fundamental que o Governo, o Partido dos Trabalhadores, o PSOL e o PC do B mostrem que não estão colaborando com Israel, mas estão ao lado da maioria dos trabalhadores em todo o mundo.

Inferno: Henry Kissinger

A morte tardia de Henry Kissinger (“pessoas más vivem mais”, diz um conhecido ditado), sepultou quem, sem dúvida, foi um dos maiores criminosos de guerra da segunda metade do século XX. Como sempre o imperialismo venera os campeões do morticínio dos trabalhadores e dos povos do mundo. No maior cinismo, a imprensa ocidental o exaltou como um grande estadista e um brilhante geoestrategista. Na verdade, ele foi o carrasco implacável do povo vietnamita, chileno e de tantos países que os EUA tentou ou conseguiu destruir.

Os Estados Unidos é um país que nunca possuiu um estadista verdadeiro, mas sim governantes voltados para oprimir o seu próprio povo e chacinar qualquer país que ousou afirmar sua soberania ou que não aderiu à “democracia americana” que é , na verdade , a maior ditadura contra “o resto do mundo”. Não se pode sequer apelidar de estadista aqueles que, como Kissinger, não querem discernir entre o bem e o mal ou entre a lei e o crime. 

A palavra é grande demais para ele. Ele pode ser um governante muito poderoso, atuando quase sempre nas sombras para defender as razões e interesses criminosos de um Estado, mas nunca merecerá ser alçado à condição de estadista. Segundo Marx os governantes da antiguidade eram mais cultos e refinados do que os da sua época, pois eles tinham uma formação filosófica e artística que os tornava mais sensíveis e inteligentes, apesar de governarem estados escravagistas. Para Marx os governantes burgueses são hipócritas e covardes, pois eles se escondem atrás de discursos falsos e demagógicos, com que tentam enganar o povo e ocultar a sua verdadeira natureza de exploradores e opressores. Para Marx estes governantes eram ignorantes e vulgares, pois eles não tinham nenhum conhecimento ou apreço pela cultura e pela arte, que eram consideradas inúteis e perigosas para o sistema capitalista. É o caso de Kissinger com o detalhe de que nenhum governante burguês anterior à II Guerra Mundial foi responsável por milhões de mortes como Kissinger.

Na Bíblia, diz o Apocalipse de São João: “E quando ele abriu o quarto selo, ouvi a besta dizer: ‘Venha e veja. E olhei, e eis um cavalo pálido: e seu nome que se assentava sobre ele era Morte, e o Inferno seguia com ele.” Kissinger foi um cavaleiro do Apocalipse, montou o cavalo da Morte nos 100 anos que viveu e seguiu para o Inferno. A infâmia do arquiteto da política externa de Nixon estará, eternamente, ao lado da dos piores assassinos em massa da história. Ao longo de 50 anos, os muitos milhões de mortes não deram o resultado esperado. Enriqueceu, não se arrependeu, zombou de seu rótulo de criminoso de guerra, foi exaltado por pessoas da mesma laia como Hillary Clinton, enquanto os líderes dos EUA hoje bombardeiam rotineiramente países com os quais não estão em guerra. O objetivo do ”estadista” da Guerra Fria nunca chegou a se realizar totalmente: maximizar a liberdade dos Estados Unidos de impor sua vontade ao mundo, sem restrições. Que arda no inferno!

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.