No mês de maio deste ano, a Corrente Sindical Nacional Causa Operária, Bancários em Luta, havia feito denúncia sobre a condenação, pela justiça em primeira instância do Banco do Brasil num caso de assédio moral acontecido na Diretoria de Tecnologia (Ditec) em Brasília, de um companheiro que, desde 2018, encontra-se afastado do banco por razões de saúde ocasionado por motivos laborais (ação trabalhista 0000109-80.2019.5.10.0022 1ª instância)
Esse companheiro está afastado por doenças psiquiátricas, sendo que, até hoje, ele faz um acompanhamento médico com psiquiatria e também psicológico desde o seu afastamento devido às perseguições sofridas no seu local de trabalho.
Para se ter uma ideia do tamanho do dano causado à saúde do nosso companheiro, em uma audiência na Justiça do Trabalho, em que o BB é réu por práticas de assédio moral, no momento em que uma das testemunhas do banco estava sendo qualificada, o reclamante teve uma crise de choro e tremedeiras, tendo que ser afastado pelo juiz da audiência (fls 27 Ata de Audiência, de 27/09/2022).
Tal situação evidencia o tratamento a que os trabalhadores estão submetidos, resultado do assédio do banco para que o mesmo busque os seus fins através dos mais sórdidos meios.
Mas, agora, para nosso “espanto”, a direção do banco, que deveria atuar exemplarmente contra as atitudes assediadoras dentro da empresa, ao contrário disso, premia esses elementos.
Nesta semana, a executiva que comanda a Ditec/UOS/Gserv, dependência condenada pela justiça por assédio moral supracitado, foi cotada para ser nomeada, vejam só o absurdo, como Gerente Geral da Ouvidoria do Banco.
Isso mesmo, Gerente Geral da Ouvidoria!
A nomeação de assediadores na Ouvidoria do banco é um completo contrassenso, na gíria popular é colocar a “raposa para tomar conta do galinheiro”.
Segundo o Código de Ética da ouvidoria do BB 2023 – 2024, na mensagem da atual presidenta do banco, Taciana Medeiros, diz que: “por meio do Código de Ética conseguimos alicerçar nossa conduta em preceitos como responsabilidade, honestidade, transparência e respeito e consolidamos os valores do Banco, que não são meros conceitos, mas sim, direcionadores de comportamento” (Código de Ética 2023 – 2024).
Em um dos princípios do código, “Respeito”, afirma que “o Banco do Brasil não tolera desrespeito à dignidade, à igualdade, à diversidade e à privacidade das pessoas. O ambiente de trabalho deve ser um local de profissionalismo, em que se respeitam as diferentes culturas e compreensões de mundo e onde o respeito às leis e aos regulamentos internos do BB são prioridade” (idem).
O assédio moral nas relações de trabalho, ou seja, a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras dos chefes é um implacável sistema de opressão no trabalho, debilita e afeta – muitas vezes profundamente, de forma irreversível – as condições de vida e saúde dos trabalhadores.
Neste sentido, os trabalhadores não devem aceitar esse tipo de comportamento da atual direção do banco. Devem exigir que a nomeação não seja efetivada e que os trabalhadores sejam consultados na hora da escolha dos seus superiores: ouvidores, gerentes etc.
Com a palavra a direção do Banco do Brasil.





