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Papagaio da Imprensa Burguesa

PSTU fora da realidade inventa “fracasso” da Seleção perante povo

O PSTU mantém sua trajetória de repetir, com colorido esquerdista, a posição da imprensa oficial.


“A gente vê cada vez mais um distanciamento entre os jogadores [da seleção] e a torcida…” assim começa um fantástico artigo publicado no portal oficial na internet do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) . Como bem, imagina o eleitor, boa coisa daí não sairá, e não saiu mesmo.
O autor da obra faz um longo périplo para explicar que hoje a seleção tem, quase que exclusivamente, jogadores que jogam no estrangeiro e que isso seria o motivo do “distanciamento”. Como se não bastasse, ainda emenda um argumento desconexo de que a apropriação da camiseta amarela pelo movimento bolsonarista teria contribuído com isso, para terminar, com chave de ouro, o PSTU ainda diz “Contudo, a expectativa pelo hexa é legítima e vamos torcer para que isto se concretize”.
Como vemos, um partido de esquerda que se propõe a ser a liderança política da classe trabalhadora nada tem a oferecer se não uma “análise de conjuntura” cuja única função é desmoralizar a seleção nacional e um tímido, para não dizer cínico, voto de que a seleção vença. Infelizmente, para o PSTU, o distanciamento é algo que apenas existe na cabeça de uma classe média pretensamente esquerdista.
Oferecemos ao leitor alguns fatos para ilustrar o nível da falsidade: a audiência do primeiro jogo da copa do mundo teve a maior audiência desde o jogo, também do Brasil, das quartas de final na copa de 2018. É notório que, na medida que o torneio progride, audiência cresça. A Centauro, distribuidora oficial da Nike no Brasil, anuncia que as camisetas da seleção deste ano, nas suas diversas cores, são as mais vendidas desde 1994, quando a Nike começou a produzi-las. Em 2014, na copa do Brasil, audiência foi 25% menor no 1º jogo do Brasil que neste ano.
Como vemos, o interesse pela competição futebolística e a seleção na tem diminuído neste ano, se algo, ele tem crescido em comparação com os 4 e os 8 anos passados. Por que então os articulistas do PSTU insistem tanto em difamar o futebol brasileiro e a cultura nacional?

O motivo da difamação e o ataque contra o futebol nacional

O PSTU, infelizmente, não é o único setor da esquerda ou da população que insiste em atacar o futebol nacional. Há uma campanha coordenada contra o esporte, as torcidas organizadas, os trabalhadores que gostam do esporte, e a seleção nacional. O principal instrumento na orquestra de difamação, é naturalmente a imprensa capitalista, imprensa essa que a esquerda pequeno-burguesa sente um imperativo de seguir caninamente, sempre apresentando-se como uma versão esquerdista dessa imprensa.
O motivo é bastante simples: o futebol, como outros aspectos da cultura popular, são uma afirmação, na arena internacional, da cultura brasileira. Quando joga a seleção canarinha e um time europeu vemos o mundo todo torcer pelo Brasil. Da Índia ao Iraque passando pelo Congo. A simpatia dos povos atrasados é quase que universal com a seleção. Não é de se espantar, os oprimidos torcem por um time com o qual se identificam, o Brasil é o país pobre que desafia os riscos nesta arena específica. No cenário interno, o proletariado se reconhece na seleção, vêem meninos vindos de lugares humildes, falando simples, que se tornaram figuras importantes, que venceram desafios e são os protagonistas de toda uma nação em campo.
Estas identificações, dos países oprimidos e do povo trabalhador brasileiro, são coisas a serem combatidas. Há, também, um poderoso interesse comercial em ver as seleções de países ricos vencerem a Copa, afinal com isso vender-se-ia muito mais material esportivo. Levando em conta que um mercado como o brasileiro, pelo poder aquisitivo do povo, é menor.

Um prato cheio para a extrema-direita

A posição do PSTU, bem como de outros setores da esquerda brasileira, é tudo aquilo que a extrema-direita poderia querer. O marxismo sempre foi bastante cuidadoso quando o assunto se trata de criticar coisas que são importantes para o proletariado e as amplas massas, mesmo que seja algo que influi diretamente contra a luta política do trabalhador, como as organizações religiosas. A esquerda pequeno-burguesa dos dias de hoje não se vê na necessidade de tais precauções, muito pelo contrário, ataca aspectos da cultura nacional que bem poderiam ser usados como ativos para poder mobilizar a população. É preciso que o conjunto da esquerda abandone essas posições abertamente burguesas e comece a falar com o povo brasileiro.

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