2022 é ano de eleições no maior sindicato da América Latina e no maior sindicato em número de filiados da CUT, a Apeoesp. Às vésperas deste importante processo eleitoral, a primeira fraude se coloca: setores que sempre fizeram parte da diretoria da Apeoesp, como os integrantes da diretoria do PSOL e PSTU, aliados a agrupamentos satélites desta política, começam a se articular fazendo chamados de supostas chapas de oposição, quando na realidade fazem parte da diretoria da Apeoesp há décadas.
Esses setores da diretoria estiveram na linha de frente da política de conciliação com o governo, defendendo o fim das greves, como em 2013 (e outras), sempre defendendo o recuo, juntos com o restante da diretoria, ou até antes que a outra ala. Como ocorreu na greve contra a volta às aulas em meio à pandemia, quando estes setores tomaram a frente, defenderam o final da greve explicitamente nas reuniões do CER, ou nas assembleias regionais, trabalhando diretamente a favor da política de João Doria de impor a volta as aulas. Inclusive com diretor do sindicato desta ala, participando de assembleias regionais de dentro de escola e defendendo o fim da greve — ou seja, este diretor não estava fazendo piquete, estava furando greve e pior trabalhando pelo fim da greve contra Doria e o genocídio do governador científico.
Este setor que procura se passar por oposição à esquerda, tem no seu interior, setores que apoiaram o golpe de Estado como o PSTU e seu sucedâneo, a Resistência/PSOL, que defenderam o “Fora Todos!” e por consequência, estiverem na van première pedindo o “Fora Dilma”, junto com a direita à lá MBL.
Sabotaram as mobilizações da categoria, como a luta contra reforma da previdência de Doria: enquanto a ala majoritária da diretoria defendia a política limitada de “pressão” sobre os deputados; as subsedes da Capital e Grande SP – dirigidas por esse bloco – não participaram efetivamente da mobilização (havia mais professores vindos do interior nas mobilizações do que dessas regiões) . Enquanto isso, desde o início da luta contra a reforma de BolsoDória a corrente Educadores em Luta defendeu ocupara as ruas, mobilizar toda a categoria nas ruas, contra a política reincidente destes setores do “fique em casa nas assembleias” e se contamine nas escolas.
Participam há décadas do condomínio da diretoria, que mantém as eleições sendo realizadas de forma antidemocráticas e sem controle da categoria. Na última reunião do CER (Conselho Estadual de Representantes), setores da ala majoritária da diretoria defenderam que se pudesse colher o voto dos aposentados em casa (casuísmo para colher o voto dos seus apoiadores e favorecer a ampliação de fraudes nas eleições). Foram os companheiros da corrente Educadores em Luta que se opuseram à medida e chamaram os conselheiros do PT e demais a rejeitarem a proposta, que foi retirada.
Não são oposição de verdade, são a diretoria complacente, apenas nas eleições, para defender seus cargos e privilégios se apresentam como de oposição. Participam do “condomínio” que dirige o Sindicato há quase três décadas e cometem o estelionato de se apresentarem como oposição. A única oposição de verdade, com posições independentes e combativas é o Educadores em Luta
Estes setores têm em seus partidos, PSOL e PSTU, políticas gerais que atuam para favorecer a burguesia golpista que colaboram com a política de frente ampla da burguesia. Contra isso, em ampla atividade de jornalismo investigativo, militantes do PCO descobriram e denunciaram nacionalmente toda essa relação que tem em um dos expoentes políticos do PSOL, Guilherme Boulos, que “trabalha” para o IREE (Instituto de Relações Estado- Empresa). Tal instituto tem como parceiro a Global Americans, uma think tank norte-americana cujo objetivo é fornecer análises “para promover mudança no sentido de uma relação mais próspera entre a América Latina e os EUA”. Que, por sua vez, é patrocinada pela NED, agência do governo dos EUA criada por Ronald Reagan para fazer exatamente o que a CIA sempre fez.
Dentre os dirigentes do IREE encontram-se nada menos do que Raul Jungmann, ex-ministro do governo Temer, e o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exército durante o golpe de 2016 e refundador do Gabinete de Segurança Nacional (GSI) no governo Temer. Trabalhando para este” idôneo” instituto, Guilherme Boulos se transformou na ala esquerda do golpe de Estado no Brasil, com a política do “Não vai ter Copa”, atacando o governo Dilma e facilitando os ataques da direita, além de nos últimos meses defenderem a aliança até mesmo com o PSDB.
Tudo isso é o pano de fundo do porquê todos estes setores sempre se colocaram contra o apoio à única candidatura capaz de derrotar a direita golpista, que é a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
E voltando para as eleições da Apeoesp, a política destes setores nas últimas e principais lutas da categoria beneficiou diretamente ao expoente da frente ampla no país, que é ninguém menos do que João Doria, não à toa estes setores políticos juntamente com o PCdoB, partido da outra ala da diretoria, defenderam que as manifestações pelo Fora Bolsonaro, tivessem a presença nas ruas do PSDB de Dória, situação que dezenas de companheiros de Educadores em Luta, do PCO e do PT, não permitiram e expulsaram os golpistas da manifestação pelo Fora Bolsonaro.
Contra todo esse golpe na categoria, a corrente Educadores em Luta chama a unidade dos que querem lutar e, de fato, mudar a situação na categoria e no País, na construção de uma nova direção, participando e se mobilizando com Educadores em Luta, o bloco vermelho da Educação que, desde os primeiros dias do ano realiza a campanha pelo reajuste de 33,24% da lei do Piso para todos os professores, assim como chama a impulsionar a única candidatura que pode derrotar o golpe de Estado e impulsionado pelas bases dos trabalhadores reverter todos os duros ataques sofridos pela classe trabalhadora nos últimos seis anos.





