Os Servidores públicos de Santo André estão em luta pela campanha salarial da categoria exigindo do governo municipal reajuste de 17,78%. A reivindicação se justifica principalmente no arrocho provocado pela lei do governo Bolsonaro que congelou os salários e direitos da categoria por dois anos consecutivos. A aprovação da Reforma da Previdência, que impôs o aumento dos descontos previdenciários de 11% para 14%, assim como a inflação de todo o período também compõem o índice.
A luta da categoria que se encontra sem reajuste salarial desde a posse do prefeito fascista, o tucano Paulo Serra (PSDB), em 2016, enfrenta neste período inúmeros ataques do governo municipal. Desde o início do mandato, e Serra repete no município do ABC paulista toda a linha política do golpe de Estado no país, ou seja: impõe o ônus da crise capitalista sobre as costas dos trabalhadores e dos servidores públicos. E assim durante os seis anos em que os golpistas apoiados por seu partido governaram o País, o prefeito não respeitou nenhuma data base.
O prefeito tucano acusa o Sindicato de não ter ”representatividade” e os sindicalistas de não respeitarem ”o resultado da eleição” municipal de 2020, assim como a de 2016. Desta forma procura justificar o ataque patronal desferido por seu mandato.
Levando à risca, mais uma vez esta política o prefeito tucano com o apoio da maioria da Câmara dos Vereadores, composta por elementos fascistas da pior estirpe, como os vereadores do PSDB, que tem como um de seus nomes o vereador direitista Márcio Colombo, eleito com o apoio dos fascistas do MBL e que sempre se colocou como um dos fascistas chefes de Santo André, tendo em março de 2021 aprovado moção de repúdio contra a anulação das condenações de Lula pelo STF e agora sendo um dos principais defensores na Câmara do roubo da reposição dos servidores públicos, ajudando a aprovar o Projeto de Lei Complementar 10/22 de reajuste de Serra em segunda votação na Câmara Municipal.
Para atacar os servidores, mais uma vez aprovaram projetos em tempo recorde. O PL de Serra, que foi enviado pelo Executivo na terça-feira (15) e aprovado em primeiro turno e na última quinta-feira (17) realizaram uma sessão relâmpago e em menos de duas horas a maioria da bancada governista aprovou em segundo turno o projeto que legaliza o roubo de 10% das perdas salariais dos últimos 2 anos e ainda oferece os 7% restantes divididos em duas vezes de 3% e 4% que serão pagos em maio e setembro, respectivamente. A votação que legitimou o roubo do funcionalismo teve 17 votos favoráveis e quatro contrários: Eduardo Leite e Wagner Lima (ambos do PT), Ricardo Alvarez (PSOL) e Pedro Awada (Patriota). Os parlamentares que votaram contra a proposta afirmaram que não poderiam aprovar um projeto “que não foi debatido e aprovado pelos servidores”. Nenhum vereador governista usou a tribuna para defender a criminosa proposta aprovada.
Após a sessão da última quinta-feira (17/3), os servidores realizaram uma assembleia no Paço e foi aprovado que haverá paralisação parcial em alguns setores, reunião do comando de greve e uma passeata que será somada a uma paralisação maior da categoria.
Mostrando a revolta e o brutal ataque do executivo municipal de Paulo Serra, que foi corroborado pelo apoio dos fascistas de sempre da Câmara Municipal, a merendeira, Aquila, falou sobre a situação difícil dos baixos salários das trabalhadoras:
“Nosso salário é de R$1.300,00 que mal dá para comer. Pago aluguel de R$750. Ou pagamos as contas ou comemos. Aí vem o prefeito e vai ao jornaleco (Diário do Grande ABC) falar um monte de mentiras. Só vamos receber 4% de reajuste em setembro, porque os 3%, que ele disse que será pago em maio, já foi confiscado no aumento da alíquota da previdência. Temos que parar, só assim seremos ouvidos”, desabafou.
O caminho da luta para a vitória da categoria tem que ser o da mobilização, assim como falou a servidora Aquila, tem que ser a mobilização nos locais de trabalho, as paralizações e a greve de todo o funcionalismo municipal, os servidores não podem ficar parados a espera de nenhuma migalha do governo e da Câmara dos vereadores, pois isso não virá. Para fazer valer o respeito à dignidade dos servidores e aos seus salários e direitos, os servidores tem que usar a única língua que os lambe botas dos capitalistas no executivo e no legislativo andreenses conhecem, a língua da paralisação, da greve e da luta.
Todos os servidores ao ato com paralização do próximo dia 31 de março, aprovar a greve da categoria em defesa dos seus salários.
Não ao roubo de Paulo Serra e seus vereadores fascistas!




