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Mundial de Clubes da FIFA

Palmeiras foi derrotado pela intervenção do VAR

Equipe do Palmeiras chegou perto de bater o capitalismo inglês do futebol, que contou com ajuda do Var para manter a hegemonia


No último sábado, 12 de fevereiro de 2022, foi decidido em Abu Dhabi, Emirados Árabes, a final do mundial de clubes entre o Palmeiras tricampeão da Libertadores da América e bicampeão seguido da taça sul americana, representando toda a história do futebol arte brasileiro e a equipe sediada em solo inglês do Chelsea, campeã da Champions League de 2021.  

Milhões de torcedores palmeirenses apoiaram o clube brasileiro, que neste ano tentou quebrar a hegemonia forjada de dez anos dos europeus no futebol mundial de clubes (quando ocorreu a última conquista de um sul americano, que foi o Corinthians contra o próprio Chelsea). Hegemonia forjada no investimento imperialista que destrói o futebol mundo afora em especial no Brasil, com as propostas e investidas cada vez maiores dos capitalistas sobre o esporte alegria do povo brasileiro, privatizando cada vez mais o futebol. 

O Palmeiras representando o futebol brasileiro, encarou um dos maiores clubes da Europa, o Chelsea, equipe de sede inglesa, mas privatizada, pertencente ao trilionário Roman Abramovich, de 54 anos, que é considerado um dos homens mais ricos do mundo. que tem uma equipe multinacional, com estrelas de nada menos que 11 seleções mundiais, a maioria destes de países europeus, um brasileiro e dois africanos. Isso porque seus investimentos ao longo dos anos lhe renderam altos valores em sua conta bancária 

O Palmeiras enfrentou um time melhor, de atletas de seleções mundiais, porque não dizer que o Palmeiras enfrentou uma seleção do mundo, comprada pelo dinheiro do poderoso capitalista. Nós, deste Diário, sabemos e temos convicção de que o Brasil tem o melhor futebol do mundo, o que as equipes europeias tem dinheiro, muito dinheiro, e o torcedor inglês não pode ter o prazer e a honra de dizer que sua Inglaterra ganhou no futebol. Eles têm um elenco muito mais rico, que em termos de mercado supera o elenco brasileiro em 5 vezes, equipe habituada a ligas competitivas com equipes igualmente multifacetadas com jogadores multinacionais. De acordo com levantamento do site Transfermarkt, especializado no mercado mundial de jogadores profissionais, o elenco do Chelsea vale 883 milhões de euros, enquanto o do Palmeiras vale 180,1 milhões de euros. 

E apesar disso a Sociedade Esportiva Palmeiras conseguiu fazer um jogo equilibrado, comprovando o sentimento deixado nas semifinais, com um futebol vistoso ao vencer o campeão do continente africano o All Ahli, de que era possível vencer os dólares da Europa. 

Para enfrentar o dinheiro do imperialismo inglês e seus grandes jogadores, o Palmeiras entrou em campo com um plano bem definido, assim como fez na final da última Libertadores da América quando suplantou o favorito Flamengo, com uma linha de cinco, e até seis jogadores bem postados  no campo de defesa, com a ajuda de Gustavo Scarpa pela esquerda e a velocidade de Rony pela direita, e os outros quatro defensores bem próximos dentro da área, o Chelsea flutuava em torno da área palmeirense, sem conseguir ser efetivo em seus ataques, não levando muito perigo ao gol de Weverton. O Palmeiras, organizado pelo técnico português Abel Ferreira teve a proposta clara de roubar a bola e aproveitar os espaços deixados nas costas dos defensores, situação que proporcionou boas chances aos atacantes palmeirenses como Dudu, Rpny e Rafael Veiga.  

Em todo o jogo o Chelsea teve domínio territorial com mais posse de bola, mas foi o Palmeiras que no primeiro tempo teve as melhores chances: primeiro com Dudu, em lance no qual recebeu em contra-ataque e tentou ajeitar e acabou chutando fraco, com a bola tendo desvio da zaga. Alguns minutos depois com Zé Rafael, que tinha condições de fazer um passe e encontrar Rony sozinho na área para marcar, errou o cruzamento. A melhor chance do Chelsea veio com o Brasileiro e capitão da seleção brasileira, Thiago Silva, que com um chute de longe fez Weverton se esticar todo para defender, e no restante apenas em bolas paradas como em duas cobranças de escanteio nas quais o Chelsea levou perigo com seus zagueiros em cabeçadas para fora. Assim o primeiro tempo terminou 0x0. 

Na segunda etapa. O clube da Inglaterra passou a ter alguns espaços pelo lado esquerdo do ataque, com o cansaço de Rony que se desdobrava em marcar e atacar, com Hudson-Odoi levando vantagem no um contra um. Num desses duelos, aos nove minutos, o atacante venceu a marcação e cruzou para Lukaku, à frente do zagueiro Luan, cabeçear e abrir o placar em Abu Dhabi: 1 a 0. A arbitragem europeia, obviamente, em alguns lances prejudicou a equipe brasileira, ao não marcar faltas sobre os jogadores do Palmeiras, irritando um pouco a equipe. O Palmeiras precisou se abrir, deixando mais espaços pelos lados, mas conseguiu seu intento quando em cruzamento alviverde Thiago Silva colocou a mão na bola em disputa pelo alto com Gustavo Gomes, lance que não precisaria do VAR, que foi acionado, se a equipe de arbitragem não sofresse pressões da UEFA, como este Diário já demonstrou que ocorreu, com a arbitragem, na Copa do Mundo de Futebol da Rússia. Assim com a verificação do VAR, o árbitro marcou pênalti, muito bem cobrado por Raphael Veiga, colocando a bola num canto e o goleiro Mendy, considerado o melhor do mundo, no outro. 

No entanto Rafael Veiga, talvez o jogador mais decisivo do Palmeiras foi substituído por determinação de Abel Ferreira, pouco depois e deu lugar ao colombiano Atuesta, que ficou apático em campo, mostrando que foi um erro Abel neste momento não apostar em outros atletas brasileiros que estavam no banco. Jailson e Wesley  entraram nos lugares de Zé Rafael e Rony e deram novo ímpeto ao Palmeiras, que defendia com maestria e buscava organizar tentativas de contra-ataque, terminando o tempo normal em 1 x 1. 

A estatística da partida em seu tempo normal mostrou que a equipe brasileira jogou com garra, durante toda a partida, com o Chelsea tendo 67% do tempo de posse de bola contra 33% do Palmeiras, nas finalizações ao gol ficou à frente do Palmeiras com 15 a 10, no entanto, na pontaria os brasileiros eram de certa forma melhores e o Chelsea chutou 11 para fora enquanto o Palmeiras apenas 5. Nos desarmes a defesa palmeirense também sobrou com grande atuação de Gomes e Luan que desarmaram 23 vezes os jogadores dos Blues, enquanto a equipe brasileira perdeu 15 lances, cerca de 50% a menos, mostrando que a defesa palmeirense respeitava o hino do clube, que diz: “defesa que ninguém passa!’ 

Nas finalizações defendidas, vantagem para o Palmeiras que chutou 2 vezes ao gol contra apenas uma dos “ingleses”. A precisão nos passes teve ligeira superioridade do time azul com 88% contra 72% do time de Palestra Itália. Nos poucos lances que o time brasileiro usou da sua arte, o drible, Dudu, após entortada no zagueiro adversários, fazendo o mesmo ir e voltar e não achar o atacante brasileiro, tirou tinta do poste superior da meta de Mendy e em outras ocasiões dribles de Danilo e Wesley mostravam que a equipe deveria ter usado mais este fundamento que é especialidade brasileira. Esse fundamento fez com que os europeus fizessem o que mais sabem que é bater e fizeram 16 faltas contra 9 do Palmeiras, quase o dobro.  

Para finalizar a matéria, fizemos uma pesquisa para comprovar, que na data de ontem, o Palmeiras não perdeu para um time inglês. Em primeiro lugar o Alviverde imponente, perdeu por obra do VAR, que ao contrário do penalti da equipe inglesa, onde Thiago Silva mostrou intenção de tocar a bola, com os braços abertos e um deles acima da cabeça de Gustavo Gomes, o zagueiro palmeirense Luan em um lance de pura infelicidade e sem intenção de tocar a bola, teve o penalti assinalado pelos homens da sala de ar condicionado da UEFA – FIFA e o atacante alemão Havertz a 3 minutos do fim do segundo tempo da prorrogação acabou com o sonho palmeirense e brasileiro de passar por cima do dinheiro do imperialismo inglês no futebol. E em segundo lugar, confirmando que o Brasil tem mais futebol que qualquer outro país do mundo, o Palmeiras perdeu para uma equipe que teve em campo nada menos do que jogadores de 11 países, sendo 3 alemães, 2 espanhóis, 2 ingleses, 2 franceses, um croata, um americano, um dinamarquês, um marroquino, um senegalês, um belga e um brasileiro, que inclusive foi eleito o melhor do torneio, Thiago Silva. E com justamente Dudu e Danilo, do Palmeiras, em segundo e terceiro lugares. 

Vamos a escalação do Chelsea: 

Mendy – Goleiro -Senegal 

Christensen – Zagueiro – Dinamarca 

Sarr – Zagueiro- França 

Thiago Silva – Zagueiro- Brasil 

Rüdiger – Zagueiro- Alemanha 

Azpilicueta – Lateral Direito – Espanha 

Kanté – Volante – França 

Kovacic – Volante – Croácia 

Ziyech – Meio campista – Marrocos 

Hudson-Odoi – Lateral – esquerdo – Inglaterra 

Saúl –  Volante – Espanha 

Mount – Meio campista – Inglaterra 

Pulisic- Meio campista  – EUA 

Havertz – Meio campista  – Alemanha 

Lukaku – Atacante – Bélgica 

Werner –  Atacante – Alemanha 

 

E à escalação do gigante brasileiro, o Palmeiras: 

Weverton – Goleiro 

Gustavo Gómez – Zagueiro – Paraguai 

Luan – Zagueiro 

Piquerez – Lateral Esquerdo – Uruguai 

Marcos Rocha – Lateral direito 

Danilo – Volante 

Zé Rafael- Volante 

Jailson- Volante 

Gustavo Scarpa – Lateral Esquerdo 

Rony- Atacante 

Wesley- Atacante 

Raphael Veiga- Atacante 

Atuesta – Meio Campista – Colômbia 

Dudu- Atacante 

Rafael Navarro – Atacante 

Deyverson – Atacante 

Com o dinheiro imperialista os europeus aumentam a hegemonia atual com nove títulos seguidos. Para reverter esta situação se faz cada vez mais necessária a participação das torcidas organizadas na organização e planejamento dos clubes brasileiros, impedindo que o imperialismo e seus capitalistas impulsionem cada vez mais a privatização do futebol nacional. 

Parabéns ao Palmeiras e parabéns a sua grande torcida organizada que em Montevidéu na final da Libertadores de 2021 e nos Emirados Árabes neste sábado deu um show e mostrou ao mundo a cultura do futebol brasileiro e com o refrão de seu hino ratificou que é a “torcida que canta e vibra” e leva seu Alviverde imponente à luta de igual para igual representando com galhardia o futebol brasileiro, o melhor do mundo. 

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