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Wall Street

O papel dos Médicos sem Fronteiras para o imperialismo

Batalhão médico atua nas fronteiras na espionagem, em ataques de bandeiras falsas e na propaganda pró-imperialista


Com amplo espaço nas propagandas da TV fechada, “Médicos sem Fronteiras” (MSF) é uma das ONGs mais estratégicas do imperialismo francês. Além de estar localizada em zonas de guerras, ela serve como instrumento de informação e de controle das populações vítimas do próprio imperialismo de conjunto, a fim de impedir revoltas, ao mesmo tempo barganhar territórios na disputa. Diante da nova crise migratória, conforme apresentamos neste Diárioo MSF comparece em imagens no mundo inteiro, especialmente no Mar Mediterrâneo e fronteiras terrestres da Europa, auxiliando refugiados.

Vista do Geo Barents durante o resgate em 27 de outubro de 2022. Candida Lobes/MSF

Fundada em 1971, a ONG MSF possui filiais em diversos países e atuação destacadas nas fronteiras, o que poderia qualificá-los como “médicos nas fronteiras”. Contudo, em suas palavras, os médicos sem fronteias são uma “organização humanitária internacional, independente e médica que fornece ajuda de emergência às pessoas afetadas por conflitos armados, epidemias, desastres naturais e atendimento aos excluídos de cuidados de saúde”. 

Os suprimentos vão desde medicamentos, veículos e instalações de processamento de água até kits padronizados para enfrentar doenças específicas, como cólera, por exemplo. Especialmente em relação ao desenvolvimento dos kits padronizados, a MSF ganhou uma sólida reputação. Além disso, no campo da cirurgia de emergência, a organização pode entregar e preparar rapidamente tendas infláveis com até três salas de cirurgia, enfermarias pós-operatórias e uma unidade de terapia intensiva.

Contudo, a abordagem operacional da MSF tem sido submetida a críticas há duas décadas, o que fez com que a entidade desse uma guinada em ocultar ou “rejeitar” dinheiros dos Estados Unidos e diversos estados ligados à OTAN por defesa tardia à Faixa de Gaza. Retrocedendo um pouco mais, a MSF sempre foi acusada de tendências imperialistas porque, através do envio de expatriados para gerenciar projetos de ajuda humanitária, reproduz imagens da dominação imperialista sobre os países atrasados.

De fato, a trajetória da MSF é contraditória, pois a sua história se confunde com a própria história de dominação imperialista e já estiveram envolvidos em alguns escândalos, como em 2013, quando participaram de um ataque de bandeira falsa contra os sírios. Na ocasião, centros médicos, que na verdade apoiaram ataques de armas químicas perto de Damasco, pois tinham preparado uma estrutura muito superior à convencional, um pouco antes do ataque, e receberam mais de 3.000 pacientes apresentando sintomas consistentes com a exposição a agentes nervosos tóxicos. Destes, 355 morreram. 

Importante, a Médicos Sem Fronteiras é totalmente financiada pelos mesmos interesses do capital financeiro de Wall Street e da City, incluindo a mudança de regime na Síria e no vizinho Irã. O próprio relatório anual do Médicos Sem Fronteiras (relatório de 2010 pode ser acessado aqui), inclui como doadores financeiros, Goldman Sachs, Wells Fargo, Citigroup, Google, Microsoft, Bloomberg, Mitt Romney’s Bain Capital, e uma miríade de outros interesses corporativos-financistas. Esses nomes foram suprimidos do relatório de 2021, após onda de escândalos envolvendo a ONG. A estratégia de colocar os banqueiros na retaguarda servem para reiterar independência que a MSF não tem. Por exemplo, os Médicos Sem Fronteiras têm ligação direta com o Goldman Sachs. 

As atividades da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) no território da autodenominada República Popular de Donetsk foram proibidas em 2015, sob acusação de “espionagem” e “tráfico de drogas”. À época as recém repúblicas alegaram que seus colaboradores estavam diretamente envolvidos na coleta de informações relativas à defesa e pela prescrição de medicamentos psicotrópicos. As autoridades da autoproclamada república proibiram esta semana as atividades de várias ONG estrangeiras, entre elas a MSF. Entretanto, a MSF continuou atuando de forma irregular e com espionagem nas repúblicas. Durante o primeiro mês de guerra publicaram uma série de acusações em seu site, além de fazerem propaganda para a Ucrânia.

Capturado do site MSF

Mesmo com todo processo de reciclagem diante dos diversos crimes da MSF, essa atuação subterrânea nas repúblicas independentes da Ucrânia expõe novamente o terrorismo de guerra a qual fazem parte. A organização financiada por Wall Street está fornece apoio para militantes armados e seus aliados regionais, a maioria dos quais são revelados como combatentes estrangeiros, afiliados ou diretamente pertencentes até mesmo a grupos mercenários, além da classe média que deseja fazer estágio e turismo de “sofrimento”, essa organização de “ajuda internacional” é, na realidade, mais uma engrenagem na máquina militar secreta e serve o papel de batalhão médico.

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