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Juliano Lopes

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido do PCO, milita no partido desde 2006 e faz parte do Comitê Central Nacional da agremiação. Advogado, apresenta os programas Na Zona do Agrião e Tição – Programa de Preto, ambos da Causa Operária TV.

Copa do Mundo

O dia que durou quatro anos

Precisamos de alguém que saiba dar porrada dentro e fora de campo


Eu realmente não entendi como tinha gente torcendo para alguma coisa na final da Copa do Mundo de 2022. A final foi entre França e Argentina. Um rival histórico, de um lado, e um recente rival que, cá entre nós, não passa de uma farsa bem elaborada. Para mim, a pior final possível desta Copa.

Uma final que eu sinceramente pensei: se tem um cometa para cair, a hora é agora. 

Desde pequeno eu não assisto às finais em que meu time esteja fora, no caso, o Flamengo. Não faz sentido. Nem falar em Copa do Mundo. O Brasil perdeu, pronto, acabou a Copa, não tem muito mais sentido em ver os jogos a não ser por um transtorno psiquiátrico, sádico, ou por dever de ofício.

Obviamente tem os que assistiram a final não para torcer pela França ou Argentina. Mas para torcer contra o Brasil, que nem jogando estava. Basta ver o febril Walter Casagrande que simplesmente enlouqueceu e se tornou um dos principais adversários da seleção brasileira e de seus jogadores. Ele resume todos os pseudo argumentos apresentados aqui e acolá por outros “comentaristas” de esquerda e de direita, e concentra em si tudo que houve de pior da imprensa brasileira que jogou abertamente contra a seleção brasileira.

Eu nitidamente percebi que a seleção brasileira foi a melhor da Copa, embora não tenha vencido. Fez os dois gols mais bonitos da Copa. O primeiro de Richarlyson e o último do Neymar, coisa fina. Mas também ficou claro que o jogador brasileiro está acuado diante da pressão da imprensa capitalista, que o quer anjo ou vegetariano católico de classe média, como se fosse possível. Não pode xingar, driblar, fazer gol e comemorar, não pode devolver a porrada levada. Como fora das quatro linhas, eles tentam nos obrigar a apanhar calados. 

Por muito pouco Neymar poderia nem ter jogado mais a Copa. E quem haverá de lembrar do nome do jogador que fez aquela falta no nosso camisa 10 logo no começo do campeonato? Ninguém lembra. 

A experiência dos jogadores, conforme os outros cinco campeonatos mundiais vencidos, quer dizer, também, que precisamos de gente que saiba dar porrada dentro e fora de campo. Que coloque os jornalistas e comentaristas no lugar que eles merecem. Que coloquem jogadores muito inferiores aos brasileiros no lugar devido. É preciso vencer no sangue e na bola, como sempre foi. Não basta somente o futebol arte quando se tem como adversário muito mais gente que os 11 jogadores do time oposto. 

De toda sorte, a seleção se desfaz, assim, como um passe de mágica. Desconvocados. Os jogadores vão para seus clubes disputar torneios nacionais e, quem sabe, internacionais. O meu Flamengo (de Pedro e Everton Ribeiro) vai disputar o Mundial de clubes ano que vem, mas se fosse para trocar, ficaria com o Hexa, sem problema algum.

Os brasileiros vão arregaçar na Europa, conforme diz um levantamento recente, que mostra que a maior quantidade de gols feitos na agora famosa Champions League é de autoria de brasileiros. Campeonato europeu, mas quem faz os gols são os brasileiros. E assim será por muito tempo, porque isso aqui é uma indústria de craques da bola.

Mas, Copa do Mundo, meus amigos, só em 2026. São quatro anos de espera longa e dolorida. Acompanhando alguns campeonatos que a seleção vai disputar. Quem sabe Neymar não traz o tricampeonato das Olimpíadas em 2024 para nós. Mas nada se compara à Copa, absolutamente nada.

Eu realmente não entendi como tinha gente torcendo para alguma coisa na final da Copa do Mundo de 2022. Para mim foi dia de finados, o novo dia de finados. Dia 18 de dezembro de 2022, o dia que durou quatro anos.

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