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Copa do Mundo

O 7 a 1 em 2014: um produto do golpe de Estado

Para criticar o PCO, a esquerda pequeno-burguesa inventou a tese de que a Copa seria a única coisa não manipulável pelo imperialismo


Já se passaram oito anos, duas copas do mundo. Faz tempo, mesmo assim, sempre que um pequeno-burguês sem argumentos políticos quer caluniar o PCO ele trará à tona a posição do partido sobre o futebol.

Uma das calúnias tem a ver com a posição do partido sobre Neymar, “o PCO defende o Neymar”, dizem. Como se um partido político fosse obrigado a criticar um jogador de futebol, não pelo futebol que ele joga, mas pelo que ele faz fora de campo ou pela posição política.

Outra calúnia que sempre aparece é a seguinte: “o PCO acha que o 7 a 1 foi uma manipulação do imperialismo”. O que dizer sobre um comentário desse?

Existem três tipos de pessoas no mundo: os ignorantes, os ingênuos e os picaretas. Para os ignorantes, há a saída da informação e do estudo. Para os ingênuos, o remédio é o esclarecimento e a experiência política. O problema são os picaretas e mal-intencionados que tentam manipular a opinião dos outros. De qualquer modo, é preciso explicar.

Primeiro, vamos aos fatos. Em 2014, quando a Seleção Brasileira foi derrotada por 7 a 1 pela Alemanha nas semi-finais da Copa do Mundo de 2014, assim que terminou a partida, o companheiro Rui Costa Pimenta publicou uma coluna afirmando que “Eles conseguiram… e agora?” No artigo, o presidente do PCO afirmava que:

“A derrota esmagadora da Seleção Brasileira aconteceu muito tempo antes deste fatídico 8 de julho no Mineirão. Foi preparada pela direita nacional organizada pelo imperialismo, pelos monopólios capitalistas do esporte, pela imprensa ‘nacional’ (vendida para o capital estrangeiro) e, inclusive, pela esquerda pequeno-burguesa que trabalha a serviço da direita como o Psol, o PSTU e outros grupos menores do mesmo quilate.”

Não precisa ser muito inteligente para entender que, segundo o PCO, a desastre na Copa de 2014 foi um resultado da pressão política exercida sobre os jogadores. A fonte dessa pressão eram os golpistas que naquele momento já estavam se articulando para derubar o governo do PT.

O governo do PT, como todos a essa altura já deveriam saber, foi derrubado pelo imperialismo, num complô com setores da burguesia nacional e dos jornais golpistas. A esquerda pequeno-burguesa, citada por Rui, aparece como apêndice dos golpistas, na época defendendo a queda do governo. Para quem tem dúvida, basta um exemplo: o movimento “Não vai ter Copa”, liderado por Boulos, com a participação do PSOL, PSTU, PCB e outros.

Também não precisa ser muito inteligente para saber que uma vitória do Brasil na Copa fortaleceria o governo. A Copa era no Brasil, uma conquista do governo do PT que conseguiu trazer o evento para cá 64 anos depois.

Para os que são ignorantes, esperamos que essas informações sejam o bastante para entender o problema.

Para os ingênuos, é preciso explicar que o imperialismo manipula tudo.  Não é teoria, é conspiração mesmo. Claro que a burguesia e o imperialismo manipulam tudo. Inclusive as copas, como é conhecido na história. Mas segundo os críticos do PCO, parece que apenas a Copa de 2014 não foi manipulada.

Sobraram os mal-intencionados e picaretas. Para esses reservamos o desprezo. Citando ainda a coluna de Rui Costa “merecem o justo desprezo do povo. O ódio é reservado à burguesia.”

O resultado da Copa de 2014 foi um produto do golpe de Estado no Brasil e parte de sua engrenagem. Essa é a posição do PCO, partido que lutou contra o golpe desde o início e sempre vai torcer pelo melhor futebol do mundo, o futebol brasileiro, porque além de ser o maior é uma conquista do nosso povo trabalhador.

Leia, na íntegra a coluna de Rui Costa Pimenta:

“Brasil e Alemanha: “Eles” conseguiram… e agora?

A derrota esmagadora da seleção brasileira aconteceu muito tempo antes deste fatídico 8 de julho no Mineirão. Foi preparada pela direita nacional organizada pelo imperialismo, pelos monopólios capitalistas do esporte, pela imprensa “nacional” (vendida para o capital estrangeiro) e, inclusive pela esquerda pequeno-burguesa que trabalha a serviço da direita como o Psol, o PSTU e outros grupos menores do mesmo quilate.

Acuaram os brasileiros para não torcer pelo Brasil, buscaram de todos os meios desestabilizar o time brasileiro.

A seleção foi derrotada pela política, mais precisamente pela pressão política.

Os jogadores brasileiros, todos muito jovens, provavelmente a seleção mais jovem que o Brasil já teve fez o que pode, não pode ser culpada de nada. Foi perseguida pela imprensa, caçada em campo, teve que lutar contra os juízes e todas as tramoias obscuras e não conseguiu. Tiraram da Copa o seu melhor jogador com o apoio cínico da imprensa. Desarticularam o time e a seleção verdeamarela lutou como pode até o gol de honra contra a Alemanha no final do jogo. São o retrato do povo brasileiro e da classe trabalhadora da qual vieram: são grandes jogadores, lutaram muito contra tudo e contra todos e foram esmagados e humilhados.

O povo brasileiro que torceu pela seleção brasileira com todo o coração está sofrendo desta mesma humilhação.

Há os chacais, como a direita, que quer agora tirar proveito desta humilhação e desmoralização. Há os pequeno-burgueses de esquerda e de direita que vão festejar a tristeza do povo e a sua humilhação. É o seu ofício, por isso, merecem o justo desprezo do povo. O ódio é reservado à burguesia.

As apostas foram feitas. O jogo bruto de sempre, dentro e fora do campo, atropelou o Brasil, seu futebol e seu povo. Os que esperam ganhar têm que aguardar a reação real do povo a toda a operação política que conduziu o Brasil e seu futebol a um desastre ainda maior do que o de 1950 no Maracanã.

Aos jogadores e ao povo, nossa saudação.”

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