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Aos 77 anos

Morreu Gal Costa: mais uma perda para a música popular brasileira

Uma grande voz da música popular brasileira


Nessa quarta-feira, dia 9, faleceu uma das grandes cantoras da música popular do Brasil e do mundo, Maria da Graça Costa Penna Burgos, Gal Costa. Um dos nomes mais importantes da Tropicália, gravou mais de 30 álbuns desde o fim da década de 1960. Ela faleceu aos 77 anos ainda por causas desconhecidas.

Maria da Graça nasceu na cidade de Salvador em 26 de setembro de 1945, na Bahia conheceu desde cedo Caetano Veloso e Gilberto Gil tendo sido amiga antiga de suas esposas. Sua estreia aconteceu no ano de 1964 no Teatro Vila Velha, na capital baiana, quando ela ainda tinha 19 anos. No show Nós, por exemplo… ela cantava com artistas conterrâneos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé, com quem teve uma longa relação musical por toda a sua vida.

Em 1967 ela gravou seu primeiro álbum de estúdio com Caetano Veloso, Domingo. Contudo, a partir de 1968, com a radicalização mundial que afetou a juventude e a música brasileira ela também se transformou. A música Divino Maravilhoso, que cantou nos palcos do festival, comum na década de 1960, já liberou a sua voz em todo o seu potencial. A letra também contribuía para a potência da música, “é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”.

Ela se tornou uma das principais figuras da Tropicália no Brasil, principalmente com o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, os maiores nomes do movimento. A Tropicália misturava a música estrangeira com o movimento de Música Popular Brasileira que ganhava força também na década de 1960.

Após os dois grandes sucessos de 1969 Gal Costa e Gal, ela teve uma grande produção musical na década de 1970 com seus álbums: lançou Legal (1970), Índia (1973), Cantar (1974), Gal Canta, Caymmi (1976), Caras & Bocas (1977), Água Viva (1978), Gal Tropical (1979). Gal se destacou por ser uma grande intérprete, com uma bonita e poderosa voz. Sendo assim ela trabalhou com outros grandes nomes da música brasileira como Dorival Caymmi, Luiz Melodia, Djavan.

No ano de 1976 ela formou, em conjunto a Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia, o grupo Doces Bárbaros para comemorar 10 anos de carreira. Dentre as músicas gravadas estão “Esotérico”, “Chuckberry fields forever”, “São João Xangô Menino” e “O seu amor”. A turnê feita pelo Brasil foi um grande sucesso e foi gravada em um documentário de mesmo nome do diretor Jom Tom Azulay. Esse grupo foi a inspiração para os Novos Baianos, sendo os 4 justamente os “velhos baianos”.

E Gal Costa não parou após o momento de auge da MPB, sua carreira musical seguiu durante os anos 1980. Ela lançou mais sete álbuns de estúdio nessa década: Aquarela do Brasil (1980), Fantasia (1981), Minha Voz (1982), Baby Gal (1983), Profana (1984), Bem Bom (1985) e Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987). E sua produção não parou por aí, ela continuou lançando álbuns de estúdio até o seu último no ano de 2021, Nenhuma Dor.

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