O Flow Podcast, que até ontem era apresentado por Monark, é o programa de maior audiência na internet na área do entretenimento. Independentemente do conteúdo do programa, o sucesso no número de visualizações e inscritos diz muito sobre a capacidade das redes sociais de fazerem frente aos monstruosos monopólios da comunicação que há décadas controlam a imprensa em todos os países.
Em suma, a popularidade da internet é uma ameaça a esse monopólio. Por isso há tanto esforço da burguesia de controlar o que é feito na internet. Esse controle é uma necessidade econômica e política. Econômica porque afeta os interesses das empresas de comunicação e político porque a burguesia não quer que as pessoas possam falar livremente o que querem.
Voltemos ao Flow e ao Monark. Quem acompanha a situação política sabe que de uns tempos para cá as coisas que o apresentador falou ou deixou de falar se tornaram alvo de ataques. Os cérebros limitados da esquerda atribui a isso as besteiras que ele fala. Mas essa é uma análise raza.
O problema aqui é saber a quem serve que o podcast de maior audiência seja demolido. A resposta é Rede Globo e demais monopólios.
A origem dos escândalos contra o apresentador são os monopólios da comunicação. Não é um problema do que Monark falou. Ele poderia ter falados muitos absurdos que até poderiam criar certa celeuma nas redes e logo seriam esquecidos.
A grande repercussão do caso atual, relativa à declaração de que não deveria se proibir que Partido Nazista se legalizasse, parece uma armação para criar um fato político. Uma declaração que, por si só, não teria nenhum efeito real, é simplesmente uma opinião, se tornou motivo para demitir o apresentador.
Claramente, o resultado desse escândalo é demolir o Podcast. E depois dele, quantos mais serão alvo desses monopólios? Quem mais será demitido e cancelado por emitir uma opinião?
O único efeito desse escândalo todo é favorecer a Globo, essa sim pode falar o que quiser, apoiar ditaduras e golpes e nunca será cancelada.





