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Organizar as retomadas

Índios Pataxó retomam Fazenda São Domingos em Prado/BA

No último sábado (05), os índios Pataxó do Extremo Sul da Bahia organizara retomada de suas terras ocupando a área grilada pelos latifundiários da Fazenda São Domingos


No último sábado (05), os índios Pataxó do Extremo Sul da Bahia organizaram a retomada de suas terras ocupando a área das terras griladas pelos latifundiários da Fazenda São Domingos.

A última semana ficou marcada por intensas mobilizações no Extremo Sul da Bahia. Os indígenas Pataxó decidiram retomar áreas que são, por direito, suas, mas que foram griladas  por grandes latifundiários. A luta do povo indígena  passa pela luta contra o latifúndio, assim como o movimento dos trabalhadores sem terra. A miséria da maioria das tribos indígenas está relacionado às políticas de exclusão da maioria da população das terras produtivas.

No Brasil, não houve a reforma agrária e, com isso, o latifúndio é absolutamente predominante no País. Em alguns estados, existe a demarcação de terras indígenas, porém, são, em sua maioria, engolidas ou alocadas pelo latifúndio de maneira completamente criminosa e sanguinária.

É preciso que os índios, assim como os sem terra, ocupem as terras e lutem para que sejam demarcadas. Ademais, é imprescindível que tenham auxílio estatal para produzir em suas terras, afinal, como explicaram, “As famílias Pataxó precisam da terra para sua sobrevivência. Para promover agricultura indígena, práticas religiosas e proteção dos recursos naturais ainda existentes”.

Um problema sério é a violência contra os indígenas. Os casos de violência são cotidianos e um deles ficou conhecido como o Massacre de Caarapó, onde centenas de latifundiários e pistoleiros armados invadiram a Terra Indígenas com suas picapes e tratores atirando e espancando as famílias do local, resultando na morte do Kaiowá e de um agente de saúde indígena, Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos. Além disso, outros seis indígenas foram feridos por armas de fogo e encaminhados ao hospital. Outras seis pessoas, entre elas, uma criança de 12 anos, foram internadas com tiros no coração, cabeça, tórax e abdômen. Apesar de um caso macabro, exemplos é o que não falta.

Fica claro que as reivindicações identiárias acerca da luta indígena nada tem a ver com as necessidades do índio real. Finalmente, trata-se de um dos setores mais pobres da população que, além de sofrer com a fome, é alvo de agressões constantes por parte dos agentes da burguesia. Portanto, é preciso organizar a população indígena e, principalmente agora, no próximo governo Lula, lutar por seus direitos contra a burguesia.

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