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Servilismo total

Gustavo Petro e o suicídio da esquerda pró-imperialista

Presidente da Colômbia abriu as portas da Amazônia para as tropas de ocupação norte-americanas


Na última quarta-feira (7), o presidente colombiano Gustavo Petro recebeu a visita da chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Laura J. Richardson. A reunião, sinistra por si só, foi sigilosa, mas Petro tornou público o que foi discutido.

Segundo o próprio presidente colombiano, um dos assuntos discutido foi a criação de uma Força Militar com foco na proteção da floresta amazônica. Essa força, com alcance militar, teria como principal objetivo “proteger a Amazônia” dos incêndios na área do planeta. Segundo a própria imprensa colombiana, para justificar a medida, Petro teria dito que o cuidado com a floresta amazônica não deveria corresponder exclusivamente aos países em que está localizada, mas sim a uma preocupação global.

Puro cinismo. Se há uma preocupação de fato com as queimadas na Amazônia, bastaria que o presidente colombiano mobilizasse os próprios recursos e suas próprias forças para combater o problema. A suposta preocupação com o “meio ambiente”, portanto, é mero pretexto para abrir as portas da Amazônia para os norte-americanos.

A proposta de Petro ao Comando Sul norte-americano é, no final das contas, o mesmo que a direita colombiana, que impôs uma violenta ditadura no país, colocando a esquerda na ilegalidade e assassinando muitas de suas lideranças, fez. Com a desculpa de combater as Farc e o narcotráfico, a direita deixou os norte-americanos tomarem conta do país. Agora, com um pretexto “ecológico”, a esquerda que Gustavo Petro representa está permitindo a ocupação norte-americana de suas terras.

O objetivo, no entanto, não se restringe à Colômbia. Trata-se de uma etapa para um plano maior: a ocupação de toda a região amazônica, sobretudo a região que hoje faz parte do território brasileiro. Afinal, é muito mais fácil iniciar o plano de ocupação da Amazônia na Colômbia, que é um país historicamente muito controlado pelos norte-americanos,

O fato de que o primeiro passo mais significativo para a ocupação da Amazônia tenha sido dado por um governo considerado de esquerda é bastante significativo. Isso comprova que os governos com aparência esquerdista que foram eleitos na América Latina no último período são, na verdade, uma esquerda pró-imperialista. Isto é, Alberto Fernández, Gabriel Boric e Pedro Castillo não são a expressão de um enfrentamento da população com o imperialismo, mas sim servos do imperialismo com um discurso demagogo de tipo esquerdista.

Não é possível chamar de esquerdista um governante que convide os norte-americanos para ocupar o próprio país. E não é à toa, portanto, que todos esses governos, que foram eleitos pela esquerda, mas que se revelam funcionários dos vampiros do mercado financeiro, estão todos em crise. Afinal, ao governar para o imperialismo, esses governos estão perdendo rapidamente qualquer respaldo popular.

É um caminho suicida sem volta. Ao entregar-se para os inimigos do povo, esses governos perderão a única coisa que os sustenta, que é o apoio popular. Abrirão o caminho, portanto, para que a direita tome conta.

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