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Oprimidos x Imperialismo

Futebol brasileiro é uma conquista contra a colonização europeia

Apesar de sua superioridade econômica, futebol europeu não chega aos pés do brasileiro, o melhor do mundo


O imperialismo passa por uma das maiores crises de toda a sua história. A Europa, em especial, sofre com as sanções que os Estados Unidos estão impondo sobre a Rússia, o que gerou uma crise energética sem precedentes na região. Os efeitos desse quadro, entretanto, não se limitam apenas às questões mais básicas, como emprego, alimentação, moradia etc. Principalmente agora, em ano de Copa do Mundo, fica claro que também afeta o esporte.

É visível que o futebol europeu não está em seus melhores momentos, e a chave para compreender isso está justamente na crise econômica. Em outras palavras, a crise capitalista diminuiu o impacto do futebol europeu, que se desenvolve principalmente sobre a base de muito dinheiro.

Vejamos alguns exemplos dessa crise na última década: a Itália não se classificou pela segunda vez seguida após perder para a Macedônia do Norte este ano (isso após também não ter alcançado a competição em 2010); a Espanha foi eliminada na primeira fase em 2014, perdendo para o Chile; a Alemanha fez o mesmo, perdendo para a Coreia do Sul em 2018; ontem mesmo, a seleção alemã perdeu para o Japão por 2×1. Enfim, são vários os exemplos.

Aqui, fica claro que é equivocada a ideia de que o futebol brasileiro não sofre com o domínio imperialista sobre o esporte. Assim como todas as atividades econômicas, ele é dominado pelos monopólios imperialistas.

Levando isso em consideração, é simplesmente extraordinário o fato de que o Brasil, sendo um país pobre, oprimido pelo imperialismo, tenha se consagrado com o absoluto melhor no futebol a nível mundial, se isolando no topo de todas as competições.

Em decorrência do dinheiro que possuem, da maior capacidade de organizar e formar tecnicamente jogadores e técnicos, os europeus, a princípio, deveriam dominar completamente o futebol. Na Europa, por exemplo, pode se ter centros esportivos em todos os lugares, enquanto que, no Brasil, a maioria dos jogadores começou a jogar na rua, no morro, no chão de terra, descalço, com bola improvisada etc. Ou seja, as condições para se desenvolver o futebol são infinitamente melhores do que no Brasil.

O futebol latino-americano é uma anomalia nesse sentido. Trata-se, finalmente, de uma grandiosa vitória dos países oprimidos sobre o imperialismo. Afinal, o Brasil ultrapassou países como a Inglaterra, a Alemanha, a França e a Itália – sem falar dos próprios Estados Unidos. É uma conquista verdadeiramente esplêndida que só foi possível graças à ação do povo negro e trabalhador que tomou para si e inventou um jeito novo de jogar bola.

Isso é ainda mais evidente quando levamos em consideração que a esmagadora maioria dos jogadores dos times europeus nem mesmo são europeus. Vieram de países oprimidos, como os países africanos e latino-americanos mas, em especial, do Brasil, algo que elevou e muito o nível do futebol europeu.

Segundo relatório divulgado pelo Cies (Centro Internacional de Estudos do Esporte), sediado na Suíça, em maio deste ano, o Brasil é o maior exportador de jogadores de futebol de todo o mundo, sendo o principal destino dos atletas Portugal, onde quase 20% dos jogadores são brasileiros. Além disso, o Brasil é o quarto país com mais jogadores (46) na atual edição da Champions League (uma competição europeia), na frente de países como a Inglaterra, Portugal e a Bélgica.

Temos uma situação que, no final das contas, não é nenhuma novidade. Ao longo da história, a Europa sempre dependeu da força proveniente de outros países e, principalmente, de suas próprias colônias. Na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, o maior número de exércitos vinham justamente dos países colonizados. O futebol dos dias de hoje representa, portanto, uma permanência do colonialismo imperialista sobre os países atrasados, algo desafiado e, inclusive, superado pelo Brasil.

Além dos resultados, a técnica do futebol brasileiro também coloca o Brasil em um patamar muito mais elevado quando comparado com o futebol europeu. A escola de futebol europeia consiste em um futebol baseado no vigor físico, resultando de muito treinamento e organização. O Brasil desenvolveu aquilo que ficou conhecido mundialmente – de maneira acertada – como Futebol Arte. Finalmente, todos os fãs de futebol reconhecem e admiram o futebol brasileiro como uma verdadeira arte, algo que deixa o público boquiaberto.

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