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Estados Unidos

Ferroviários ameaçam greve depois de quatro décadas

Ameaça de greve do setor que transporta 40% das cargas e dezenas de milhões de passageiros todos os dias, pode aprofundar a tendência de crise norte-americana


Um “fantasma” ronda os Estados Unidos e já abalou nesta semana as Bolsas de Valores daquele país, com reflexos em todo o mundo: a ameaça de uma greve nacional da poderosa categoria dos ferroviários em um país em que o transporte ferroviário é decisivo para a economia.

Centenas de milhões de consumidores norte-americanos e quase todos os setores podem ser afetados se os trens de carga pararem no começo do próximo mês, como ameaça um dos maiores sindicatos ferroviários dos EUA que rejeitou o acordo no último dia 21, juntando-se a outros três que não aprovaram os contratos devido a preocupações com horários exigentes e falta de licença remunerada por doença.

Há negociação com as empresas já se desenvolve há meses e os sindicatos, esta semana, anunciam que a greve pode começar nos primeiros dias de dezembro. Seus efeitos atingiram toda a economia norte-americana, que já vem sofrendo com a inflação e uma clara tendência de retração.

Estragos bilionários

Milhares de empresas que só têm matéria-prima para alguns dias e muito espaço para estocar produtos acabados se sentem diretamente ameaçadas. É o caso, dentre outros, de fabricantes de alimentos, combustíveis, automóveis e produtos químicos.

Considere-se ainda o peso considerável que o transporte ferroviário tem no transporte de milhões de passageiros em território norte-americano.

As ferrovias dos EUA transportam cerca de 40% das cargas do país a cada ano. As estimativas são de que uma greve ferroviária custaria à economia US$2 bilhões por dia, conforme apontou um relatório divulgado há poucas semanas.

Um outro estudo de um grupo comercial da indústria química projetou que, se uma greve durasse um mês, cerca de 700.000 empregos seriam perdidos devido ao fechamento de fabricantes dependentes de ferrovias, os preços de quase tudo aumentariam ainda mais e a economia poderia ser empurrada para uma recessão.

Embora algumas empresas planejem transferir remessas para caminhões, não há sequer quantidade de veículos suficientes para isso. A Association of American Railroads estimou que seriam necessários 467.000 caminhões adicionais por dia para lidar com tudo o que as ferrovias entregam.

Mecanismos anti-greve

O medo com a greve dos ferroviários é tamanho que se espera que até mesmo  o Congresso Nacional intervenha para tentar impedi-la e imponha condições contratuais aos ferroviários. A última vez que as ferrovias americanas entraram em greve foi em 1992, ou seja, há exatos 40 anos.

Naquela oportunidade, a greve durou dois dias antes da intervenção do Congresso. Há mais de um século não há uma paralisação prolongada das ferrovias. Como obstáculo a que isso acontecesse, em 1926 foi aprovada uma lei que impôs regras para as negociações ferroviárias, tornando muito mais difícil para os trabalhadores fazerem greve.

A greve dos ferroviários se soma a outras manifestações dos trabalhadores, como a greve dos quase 50 mil trabalhadores da Universidade da Califórnia exigindo melhores salários e condições de trabalho, considerada a maior do setor de toda a história dos Estados Unidos.

Toda essa mobilização expressa a tendência geral da classe trabalhadora a entrar em luta contra a política econômica do regime dos monopólios na maioria potência capitalista do planeta de descarregar o peso da crise sobre os trabalhadores. Crise que se vê aprofundada pela política de favorecimento dos monopólios armamentista e da indústria petroleira que garante enormes ganhos, por exemplo, com a guerra contra a Rússia, enquanto cresce a inflação e se deteriora as condições da imensa maioria do povo trabalhador norte-americana.

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