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Vanguarda artística brasileira

Exposições e mostras nos 100 anos da semana de 22

A exatos 100 anos acontecia a Semana de Arte Moderna de 1922.


A Semana de Arte Moderna ocorreu em São Paulo entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal. Cada dia da semana foi dedicado a um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música. O evento marcou o início do modernismo no Brasil e tornou-se referência cultural do século XX.

Quem quiser sentir um gostinho do que foi esse evento histórico, a Prefeitura de São Roque (SP) realiza uma exposição que permanecerá aberta até o dia 13 de março na Brasital, que fica na Avenida Aracaí, 280, na Vila Aguiarde. Serão exibidas quatro obras de cada um dos 18 artistas visuais de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná que participaram da semana de 22 e também ocorrerão performances, oficinas artísticas, intervenções dramáticas e apresentações musicais.

A Semana de 22 foi um produto da agitação e das transformações por que passavam o Brasil e o mundo. A Primeira Grande Guerra (1914-1918) representou um grande prejuízo financeiro para o setor cafeeiro. Em outubro de 1917, o país declarou guerra à Alemanha. O conflito sofreria, logo depois, uma grande baixa, com o armistício russo. A revolução de outubro na Rússia colocou no poder um governo operário, o qual combatia ferozmente a guerra imperialista. O exemplo da Rússia não foi apenas um sinal de que a paz era mais vantajosa para os povos, mas mostrou também que o proletariado podia chegar ao poder. E, no Brasil, uma grande greve operária, iniciada em São Paulo, espalhou-se por todo o Brasil. Essa greve foi a maior que já ocorreu no país. 

O tímido Mário de Andrade sofreu ataques da direita obscurantista após a publicação de uma crítica ao seu livro “Paulicéia desvairada”, uma coleção de poemas. Foi visto como um artista maluco. O então professor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo não só viu a debandada de seus alunos como foi vítima de piadas, gozações e insultos. Foi atacado por artistas, jornalistas e pela própria família. Sua primeira reação foi retratar-se à lá “Monark”. Foi então defendido por Oswald de Andrade, ao qual logo se uniram outros artistas como Anita Malfatti e Victor Brecheret, dando início a reunião de artistas e ao movimento que levou a realização da semana de 22.

Participaram da Semana nomes hoje consagrados do modernismo brasileiro como : Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti, Agenor Fernandes Barbosa entre outros. Na ocasião da Semana de Arte Moderna, Tarsila do Amaral, considerada um dos grandes pilares do modernismo brasileiro, se encontrava em Paris e, por esse motivo, não participou do evento.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.

O ano de 2022 não marca apenas o centenário da Semana de Arte Moderna, mas também os cem anos do Levante Tenentista do Forte de Copacabana e a fundação do Partido Comunista do Brasil, além disso, a Independência do Brasil completa 200 anos.

Aproveitando a data marcante e também o momento em que diversas polêmicas históricas são levantadas pela esquerda, o Partido da Causa Operária decidiu realizar um curso completo de história do Brasil compreendendo nossos 522 anos de existência. Será o maior curso organizado pelo PCO até o momento e o maior curso de história marxista da esquerda nacional. O companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, levantará uma importante discussão sobre os mais marcantes acontecimentos destes 500 anos de história de um dos países mais importantes do mundo. O curso será uma defesa da nossa cultura, do nosso povo e principalmente da nossa soberania.

Não perca tempo!

Inscreva-se acessando o site: universidademarxista.pco.org.br

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