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Pressão

Dólar sobe e bolsa cai: parasitas não querem PT na Fazenda

"Mercado" mostrou grande descontentamento com anúncio de possível convocação de Haddad à Economia, um sinal de que quer um governo só dos patrões


Com o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Lula, sustentado pela mobilização dos trabalhadores brasileiros, ultrapassou Bolsonaro e levou o pleito. Derrotada, resta, à burguesia, fazer o que faz de melhor: utilizar a imprensa burguesa, seu principal meio de manipulação, para fabricar e tentar emplacar a realidade que ela quer ver. Nesse sentido, centenas de artigos “fofoqueiros” foram publicados nas últimas semanas com o intuito de pressionar o novo governo Lula a adotar posições cada vez mais direitistas, começando por infiltrar figuras reacionárias da política nacional em seus ministérios.

O “mercado” é ainda mais uma dessas plataformas utilizadas pela burguesia para tentar influir na situação política, subindo e descendo conforme o agrado dos grandes capitalistas que, reagindo a determinados acontecimentos, manipulam a realidade. Seguindo esse raciocínio, quando os grandes jornais começaram a noticiar que Henrique Meirelles, representante do capital financeiro, estaria sendo cotado para assumir o Ministério da Economia de Lula, a bolsa subiu. Entretanto, quando, em entrevista à Jovem Pan, o banqueiro negou tal negociação, a bolsa caiu. “Não sou candidato a ministro. Eu estou na atividade privada, estou muito bem”, afirmou o banqueiro.

O mesmo ocorreu quando o jornal O Globo noticiou que a “cúpula do PT” estaria pressionando Lula a escolher Fernando Haddad para o posto de Ministro da Fazenda. Nesta segunda-feira (07), o Ibovespa, indicador do comportamento das principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em forte queda. O mesmo ocorreu com o dólar, que fechou em alta de 2,39%, atingindo R$ 5,17 na venda.

“Existem muitos ruídos acontecendo. No lado político, houve ruído sobre pressões internas do PT para Lula nomear Fernando Haddad para a Fazenda[…] Na última semana, o mercado premiou a tentativa do próximo presidente de tentar uma coalizão com partidos de centro, e hoje está havendo uma pequena reversão. Também havia mais boatos sobre o Meirelles, e o mercado reagiu bem”, afirma Luan Alves, analista-chefe da VG Research.

É preciso levar em consideração que, segundo vários setores de dentro do PT, Haddad é “o mais tucano dos petistas”. Mesmo assim, o “mercado” – alcunha para a própria burguesia – não ficou nem um pouco satisfeito com a sua possível nomeação no governo Lula. Fica claro, portanto, que o problema não é simplesmente ser moderado. Para agradar a burguesia, é preciso indicar um ministro neoliberal que vá, por meio de sua influência direta no Estado, lutar pelas reivindicações dos capitalistas.

Se nem mesmo Haddad entra nesse rol, então nenhum outro petista passará pelo crivo da burguesia, muito menos setores mais progressistas que ele, como é o caso de Guido Mantega. E mais: se incomoda a burguesia, é porque favorece, de alguma forma, os trabalhadores. Em outras palavras, comprova-se que, para levar um governo de esquerda, que atenda aos interesses dos trabalhadores, Lula deve se afastar o máximo possível de figuras direitistas que tentam sabotar o seu mandato, como é o caso de Simone Tebet, Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin.

No fim, o governo Lula precisa se apoiar fundamentalmente na mobilização popular para apoiar as medidas necessárias para reverter o golpe e levar a luta contra o imperialismo no Brasil até as últimas consequências. A campanha de Lula no primeiro turno já demonstrou que os dejetos da burguesia não contribuem em absolutamente nada no que diz respeito à luta da classe operária, antes, atrapalham.

Não adianta “negociar” com a burguesia para que ela permita um governo progressista, isso só possui efeito até certo ponto. É preciso impor a vontade do povo nas ruas, e somente com um governo forte, composto por verdadeiros representantes dos trabalhadores brasileiros, será capaz de levar essa tarefa adiante. Nesse sentido, Lula deve ignorar completamente os murmúrios da imprensa burguesa e os “conselhos” daqueles que, desde sempre, defenderam os interesses da burguesia. É o povo que elegeu Lula e é o povo quem vai fazê-lo governar em prol dos oprimidos.

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