A burguesia segue seu ataque ao futebol nacional, os capitalistas continuam a avançar para retirarem o que puderem das riquezas geradas pelo futebol brasileiro, o maior celeiro de craques da humanidade. Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 9 de agosto de 2021, sancionar a lei de autoria do senador golpista Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que permite com que os clubes de futebol se transformem em empresas, na forma de Sociedade Anônima do Futebol, com muitas proteções aos capitalistas que vão sugar o futebol, vetou dois artigos que instituíam e regulamentavam o Regime de Tributação Específica do Futebol.
Assim o projeto resultou na nova lei cria o Sistema do Futebol Brasileiro, com a tipificação da Sociedade Anônima do Futebol, o que fez os capitalistas avançarem tal qual aves de rapina sobre clubes, grandes, médios e pequenos do futebol brasileiro, onde além dos casos famosos do Botafogo e Cruzeiro há também os clubes menos populares como o União São João de Araras do interior do São Paulo, que revelou para o mundo, talvez o maior lateral esquerdo da história do futebol, que foi Roberto Carlos, que teve vitoriosas passagens por Palmeiras e Real Madrid, além de pentacampeão mundial de futebol em 2002.
Depois de Bragantino, Cruzeiro e Botafogo e das investidas sobre Juventus da Mooca, América RJ e Vasco da Gama, agora é a vez do União São João da cidade de Araras, fundado em 1981 e que em 1990 disputou a série A do Brasileirão sendo em 2002 vice-campeão do Campeonato Paulista. Com esse histórico é o mais novo time a sofrer investidas mais decididas de empresários para iniciar transição para a SAF – Sociedade anônima de futebol. Segundo a imprensa local, desde 1993, o União São João de Araras é administrado com enfoque empresarial, mas agora se utilizará das facilidades da Lei 14.193, sancionada por Bolsonaro.
Esse avanço, se não for barrado por um amplo movimento de luta das torcidas, representará a escalada que levará a total destruição do futebol brasileiro. A política do imperialismo que há décadas procura destruir a cultura do principal esporte do Brasil, agora com o golpe de Estado se transformou numa avalanche de privatização dos clubes.
Essa verdadeira tragédia para nosso futebol precisa ser combatida. A administração dos clubes e do futebol deveria ser algo a ser gerido pelos seus torcedores com uma administração participativa e democrática com grandes conselhos formados pelos funcionários, jogadores, comissão técnica e pelos representantes dos torcedores que, organizados, saberiam transformar o esporte naquilo que ele sempre deveria ser, um espetáculo que une os corações e mentes das massas.





