Por quê estou vendo anúncios no DCO?

Pró Cultura

Armin Meiwes, o canibal alemão

Casos criminais: o canibal que encontrou uma vítima consensual na deepweb


Armin Meiwes era o irmão mais novo de uma família com 3 filhos e teve uma infância conturbada: Foi abandonado pelo pai aos 8 anos de idade e assistiu ele indo embora enquanto corria atrás do carro e gritava para ele voltar. Sua mãe era controladora e amarga, não tinha amigos e criticava tudo que Armin fazia, além de tratar o garoto como um empregado. Ela decidiu decorar a casa como um castelo medieval e obrigava o filho a, assim como ela, usar roupas tradicionais do período.

Quando pequeno, ouvia muito a história de João e Maria e dizia ficar empolgado com a parte em que a bruxa alimenta as crianças para devorá-las. Ele também criou um amigo imaginário, que se chamava Frank, e, como sua imaginação era muito fértil, chegou a idealizar uma forma física para ele, tendo, aos 12 anos, começado a sentir atração por esse “amigo” e questionar a sua sexualidade.

Conforme o tempo passava, Frank ia desaparecendo e Armin seguia a vida aceitando que ele era fruto de sua imaginação. Apesar disso, o que não desapareceu foi o seu desejo por devorar outras pessoas. Um dia, para escapar de sua mãe, ele passou alguns anos servindo ao exército, era um soldado exemplar e disse que, nesse período, ele não pensava mais em canibalismo. Depois disso, Armin procurou uma agência de casamentos, onde conheceu sua noiva, Petra. Os dois tinham um relacionamento, mas ele não conseguia sentir uma ligação forte por ela, o que o fazia pensar que, para conseguir ter isso, ele precisava comer parte da carne dela. Alguns psiquiatras afirmaram que esse pensamento era uma forma de mascarar sua homossexualidade, a qual ele havia “renunciado” para agradar a mãe.

Quando ele termina seu noivado e volta para a casa da mãe, os seus desejos se intensificam: Ele buscava uma pessoa que fosse suficientemente ligada a ele para que pudesse ter uma parte dela dentro de si. Pouco tempo depois, sua mãe morre por consequência de um acidente e, tendo tempo livre por não precisar cuidar dela, Armin começa a passar bastante tempo na internet, tendo eventualmente descoberto um fórum na chamada deepweb* chamado “café canibal”, onde anuncia que procura um homem robusto que está interessado em ser comido.

Um dos homens que responde o anúncio é Brand, um masoquista que fantasiava ter o seu pênis mordido e arrancado a dentadas pois, de acordo com ele, esse seria o auge do prazer sexual. Os dois conversaram e acabaram combinando de se encontrar para realizar seus desejos. Antes de começar o canibalismo, a vítima toma vários sedativos e os dois tem uma relação sexual, e no fim, Armin tenta arrancar o pênis do homem com os dentes, mas, como não consegue, acaba o amputando com uma faca. Eles tentam comer juntos o órgão cru, mas era borrachudo demais, então Armin tenta cozinhar mas acaba queimando e a carne é dada para o cachorro. Já quase inconsciente, Brand estava com frio e pede um banho quente – Armin acaba lendo para ele enquanto ele morria de hemorragia na banheira.

Depois de morto, Brand teve seu corpo pendurado e fatiado por Armin, as entranhas e a cabeça foram enterradas no quintal e o resto foi congelado para que o canibal consumisse sua carne pelos próximos 10 meses. Estima-se que nesse período Armin comeu cerca de 20 quilos de carne da vítima. Todo o processo de morte, relação sexual, corte da carne e o congelamento foram gravadas, além da gravação de um depoimento em que Brand dizia consentir com aquilo.

Quando a carne estava acabando, Armin voltou ao fórum para procurar outra vítima e é denunciado por um estudante norueguês. A polícia vai até sua casa e encontra restos de carne humana, fitas e algumas outras provas que o incriminam, levando ele a julgamento. Como na constituição alemã o canibalismo não é crime e o ato foi consentido, as penas foram relativamente leves. Armin foi condenado a uma pena de 8 anos por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, isso porque, de acordo com a lei, ele apenas assistiu Brand tirar sua própria vida.

Em 2008, passa a ser discutido no país se ele não era um homem perigoso demais pra ser solto e, por pressão da imprensa, fazem um novo julgamento em que ele é condenado à prisão perpétua, onde permanece até os dias de hoje.

*Deepweb: é a parte “escura” da internet, de difícil acesso para leigos, que supostamente estaria fora da visão dos governos e dos monopólios da internet, como o google e as redes sociais, onde em geral ocorrem atividades ilícitas, como venda de armas, drogas e até mesmo humanos.


COTV

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.